É necessário que a comunicação entre ciganos e não ciganos (gadgé) ultrapasse as respectivas línguas e chegue às formas de pensar e de sentir de cada um dos grupos culturais, afirmou-se em Bardejov, Eslováquia
A comunicação entre ciganos e não ciganos, tema do 29º Encontro Internacional das Pastorais dos Ciganos
É necessário que a comunicação entre ciganos e não ciganos (gadgé) ultrapasse as respectivas línguas e chegue às formas de pensar e de sentir de cada um dos grupos culturais, afirmou-se em Bardejov, Eslováquia, no 29º Encontro do Comité Católico Internacional para os Ciganos (CCIT) que ali decorreu de 12 a 14 de Março.
Com a presença de mais de 120 participantes de 20 países, no Encontro que reuniu o maior número de agentes das pastorais dos ciganos e itinerantes de toda a Europa, participou o Cardeal Stephen Fumio Hamao, Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes. No Encontro constatou-se que os ciganos usam a linguagem do coração e vivem para o momento presente enquanto para os gadgé a linguagem desempenha uma função mais cerebral.
O Encontro concluiu que as pastorais dos ciganos estão na Igreja e, por isso, não deverá haver diferença entre ciganos e não ciganos a nível pastoral na mesma Igreja. Em alguns locais, as liturgias são animadas por ciganos. Sublinhou-se ainda a importância de dar responsabilidade aos ciganos na Igreja.
Concluiu-se que é o amor que confere autoridade; que é o coração que nos ensina a comunicar bem.
De Portugal participaram no 29º Encontro a Irmã Zulmira Cunha e o Dr. Francisco Monteiro da ONPC e a Drª Aida Marrana do Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos.