Alunos da ESE promovem inserção social

A Voz do Nordeste (20 Fev)
Alunos da ESE promovem inserção social
Crianças de etnia cigana
Doze finalistas do curso de Educação Social, da Escola Superior de Educação de Bragança (ESE), estão a desenvolver, em regime de voluntariado, um projecto de acompanhamento e apoio de crianças de etnia cigana na escola EB1 dos Formarigos, em Bragança. Trata-se de uma projecto-piloto em todo o distrito, que está a ser desenvolvido em parceria com a Pastoral dos Ciganos de Bragança e coordenado pelo Agrupamento de Escolas Paulo Quintela, e que consiste num ATL para os filhos dos formandos dos cursos de Alfabetização, Higiene e Socialização, que estão a ser leccionados naquela Escola em regime pós-laboral.
O curso que é destinado à população cigana residente nas barracas junto à escola teve uma forte adesão e já decorre há dois anos com 18 formandos. Durante as aulas os filhos dos formandos ficam na sala ao lado, sob a orientação dos alunos da ESE.
Maria Cepeda, Professora e Coordenadora deste projecto, explicou que no primeiro ano, muitos formandos faltavam por não terem com quem deixar os filhos ou então levavam-nos com eles para não os deixarem sozinhos nas barracas e isso perturbava o funcionamento das aulas.
A parceria que surgiu de uma conversa entre uma finalista do curso de Educação Social e a responsável do Secretariado Diocesano da Pastoral dos Ciganos de Bragança, beneficia toda a gente na opinião de Maria Cepeda, já que consegue dar actividade curricular aos seus alunos enquanto as crianças estão entretidas na sala ao lado a fazerem os trabalhos de casa. Os voluntários estão a ajudar “numa causa humana extremamente importante como forma de inclusão social destas crianças, que actualmente ainda são discriminadas na escola e na sociedade”.
O jornal apresenta ainda o testemunho de uma formanda que afirma só ser possível ir ao curso de alfabetização porque os filhos vão para aquele espaço e que os mesmos estão a gostar muito. Também Valéria Benites, a impulsionadora deste núcleo de voluntariado, revela que a experiência está a ser muito gratificante “porque veio desmistificar a imagem que os ciganos são pessoas não gratas; pelo contrário são pessoas com muito para dar.” E recorda a necessidade de se ter em conta que os meninos ciganos “vivem em barracas com péssimas condições de higiene e, além disso, como não frequentam o ensino pré-escolar, é natural que não estejam ao mesmo nível das outras crianças em níveis de aprendizagem.” Para além dos trabalhos normais da sala já foram feitas outras actividades temáticas como um baile cigano e uma festa de Natal “com enorme sucesso”. As diversas voluntárias afirmam ao jornal estarem a gostar da experiência, chegando uma a apelar às autoridades para que envolvam a sociedade no voluntariado.
Autarquia cria Banco de Voluntariado
A Câmara Municipal de Bragança (CMB) quer criar um Banco de Voluntariado até ao final deste verão. A iniciativa está a ser preparada com instituições que estejam interessadas em receber voluntariado. Posteriormente será constituído um Banco de Voluntários e só depois abrem as inscrições ao público. Os voluntários irão ter reuniões e formação com técnicos.