A reunião realizou-se em 18 de Novembro e destinou-se a estudar o aspecto do emprego dos ciganos, no Projecto ROMA EDEM.

ACIME PROMOVE REUNIÃO SOBRE O PROJECTO ROMA EDEM
A reunião realizou-se em 18 de Novembro e destinou-se a estudar o aspecto do emprego dos ciganos, no Projecto ROMA EDEM.
Participaram representantes do ACIME, Pastoral dos Ciganos Nacional e de Lisboa, Associação Fernão Mendes Pinto da Figueira da Foz, Projecto Ajuda em Casa, APODEC, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Instituto de Emprego e Formação Profissional, CIGLEI de Leiria, CASTIIS de Stª Maria da Feira e AMUCIP.
O Dr. Bernardo de Sousa do ACIME começou por descrever os objectivos e as metodologias do Projecto apelando para o envolvimento das Associações de ciganos.
A Drª Manuel Carreiras do IEFP referiu as medidas existentes de apoio ao emprego social e aos públicos com especiais necessidades de inserção. O IEFP vai dar apoio ao auto-emprego através do micro-crédito. Referiu ainda o PIMI – Programa Integrado de Mobilização Individual que se articula com o RSI e os Programas Ocupacionais (POC’s).
O Dr. Nuno Oliveira do CASTIIS referiu o Projecto que vão tentar iniciar para a população cigana de Sanguedo, no âmbito do INTEGRAR, e os cursos de artes domésticas, cestaria e carpintaria que promoveram para a mesma população. Mencionou ainda o projecto de realojamento que está em curso envolvendo a população cigana a realojar e o projecto que têm de dar formação na língua romani.
Da APODEC falaram o seu Presidente, Sr. Adérito Montes, Mariano Giménez que referiu ser Pastor na Ajuda e Domingas Cabeças que falou sobre o projecto que tem de criar uma Associação de Ciganos em Sintra, Monte Abraão e Casal de Cambra.
Olga Mariano da AMUCIP falou sobre o Projecto EQUAL que a AMUCIP conseguiu aprovar, em parceria com várias entidades e sobre o projecto que também têm de dar formação sobre a etnia cigana a técnicos de saúde e das autarquias.
A Drª Rosa da Pastoral de Lisboa falou dos diversos cursos que têm organizado designadamente o de mediadores e o EQUAL de que resultaram empregos para diversos ciganos. Mariano Giménez referiu que os estagiários são mal pagos.
A Drª Cláudia Rodrigues referiu que o Projecto Ajuda em Casa ia terminar no final do ano e falou da recente intervenção da Pastoral nacional na Escola Básica do Casalinho.
A Drª Bárbara da Figueira da Foz disse que estão a projectar um Festival Entreculturas e falou dos projectos que têm desenvolvido e das dificuldades que os ciganos encontram no processo de inclusão social.
Dinis Abreu, Presidente do CIGLEI falou dos seus projectos em Leiria: criar cursos de dança flamenca e um orfeón, e uma sede para a sua Associação onde os ciganos possam realizar as suas festas.
O Dr. Francisco Monteiro da Pastoral nacional falou sobre a utilidade dos projectos que promovam o emprego dos ciganos mas lembrou que a maioria dos ciganos, no presente e no médio prazo sobrevivem da venda ambulante e que a legislação neste campo nada avançou no sentido da sua actualização.
Concluiu-se que é imperativa a participação dos ciganos nos projectos que lhes dizem respeito e que os ciganos, mediante formação adequada e motivação (a qual não existe, por exemplo, para os mediadores que carecem de enquadramento legal e de estabilidade no emprego) podem e devem caminhar cada vez mais para terem empregos em que se empenhem e que garantam o sustento das suas famílias.