“Comunidade Cigana e venda Ambulante”

BI – Boletim Informativo #15 – ACIME (Fev)
“Comunidade Cigana e venda Ambulante”
Noticia o workshop que o ACIME realizou sobre venda ambulante, devido às dificuldades económicas que os ciganos têm vindo a ter e a situações de exclusão social que ainda persistem. Estiveram presentes várias instituições e pessoas ligadas a este sector.
Das diversas intervenções destacamos as de António Pinto Nunes, vendedor ambulante, que sublinhou o facto de existirem grandes dificuldades para os vendedores ambulantes, a principal das quais é o capital: “quem for muito pobre e não tiver uma ajuda não tem capacidade de se tornar um vendedor ambulante com condições de sobrevivência”. Outra dificuldade é a falta de lugares de vend, principalmente na Grande Lisboa onde são cada vez menos. E acrescenta que “se os locais de venda das autarquias forem atribuídos por leilão, só aqueles que têm um alto poder aquisitivo os conseguem obter”. Preconiza, ainda, que os locais de venda não sejam locais onde exista marginalidade aberta, e que haja facilidades de crédito para os vendedores.
Anabela Abreu, Presidente da Associação Raízes Calé, na sua alocução referiu a necessidade de existirem leis que defendam os vendedores ambulantes ciganos e que “abram caminhos para um futuro melhor”. E salientou que na escola onde trabalha os meninos ciganos que mais frequentam a escola são aqueles que são filhos de pais que têm a venda ambulante legalizada. “É necessário criar bases para a venda ambulante. … Temos de criar um futuro para (as) crianças e apoiando os pais estamos também a apoiar as crianças”.