Os ciganos não são uns “coitadinhos”

Correio do Vouga (1 Dez)
Os ciganos não são uns “coitadinhos”
D. Manuel Martins no Encontro Nacional
“Julgo que, num caso ou noutro, tenhamos seguido mais uma Pastoral de coitadirização, de julgarmos os ciganos por ‘coitadinhos dos nossos ciganos’ ou do nosso pobre, do que caminhar com eles como pessoas que são iguais a nós, em deveres e direitos, nesta sociedade em que vivemos”, foi a primeira reacção de D. Manuel Martins no final do 31º Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos. As conclusões referem que “os participantes, ciganos e não ciganos, manifestaram desalentos face às realidades actuais do desenvolvimento cristão e social das pessoas de etnia cigana. No domínio da evangelização das populações ciganas, indicaram-se por um lado, a consolação dos progressos verificados nalgumas dioceses no incremento dado à Pastoral dos Ciganos e, por outro, a esperança de que o mesmo desenvolvimento se verifique em todas as dioceses que têm populações ciganas”.
O P. António Heredia Cortés, jovem cigano espanhol, evidenciou os aspectos da comunicação da fé e a sua vocação ao sacerdócio no contexto da sua cultura cigana. Sublinhou-se a conveniência de a liturgia católica ter mais em conta as características próprias da cultura cigana e a necessidade de se passar à prática na transformação das atitudes relativamente à interacção com as especificidades dos ciganos.
Conclusões
O Correio do Vouga publica ainda um pequeno extracto das conclusões do 31º Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos (ver neste nº).