Dia do Cigano – Quem dos gitanos se lembrou?

Correio do Vouga (14 Jun)
Dia do Cigano
Quem dos gitanos se lembrou?
Daniel Rodrigues (DR) começa por questionar quem é que se lembrou que em 4 de Junho se assinalou o Dia Mundial do Cigano perguntando: “Quem se lembrou dos ciganos, que a sociedade ou a Igreja até lhes atribui um Dia?” “Quem se lembrou dos mais fracos, dos que ainda não têm voz, liberdade de expressão para reclamarem? Quem?”
DR lembrou-se de “acampamentos de ciganos onde a água é choca, os mosquitos abundam, a droga, porventura, enche de traições, mas também de muitas estruturas que se vão fazendo à margem de certos programas ditos sociais, mas em que o essencial vai faltando porque vai rareando o Evangelho do Amor.”
DR afirma: “era bom que as comunidades ditas sociais, humanitárias, eclesiais, evangelizadoras olhassem não apenas (e bem) para a generosidade dos grandes voluntários humanitários que são os nossos homens e mulheres que não receiam mil e um perigos e emboscadas e vão pelo… mundo a pregar… mas se preocupassem… também com estas minorias carentes de tudo.”
DR recorda o documento do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, no ponto 20, onde é referido que é “dolorosa a indiferença ou a oposição face a estas populações nómadas”. E, prossegue: “esta situação deveria despertar a consciência de católicos, suscitando sentimentos de solidariedade para com esta população”. O documento há muito desejado e de grande importância evidencia também “o papel que o Estado deve ter na problemática desta minoria entre minorias”. E conclui: “compete mais propriamente à missão da Igreja chamar a atenção das instituições públicas para as dificuldades desta população.”