Union Romani – internet (20 jun) – DISCRIMINAÇÃO
Deus nos livre do Ministro do Interior italiano
Juan de Dios Ramirez-Heredia (JRH), Vice-Presidente da Union Romani Internacional, refere que os últimos acontecimentos em Itália já eram previsíveis, uma vez que a Liga Norte de Itália é composta por radicais racistas cuja ideologia é decalcada Na do partido nazi de Adolf Hitler.
Já sob o Governo de Berlusconi, a lista de agressões, praticadas pela Liga Norte, em conluio com o Ministério do Interior de então, é interminável.
Há dez anos, o presidente da Câmara de Treviso, no norte Itália, Giancarlo Gentilini, afirmou num comício, perante milhares de pessoas, que “as crianças ciganas devem ser eliminadas – quer dizer assassiná-las?” Este homem gabava-se de ter destruído dois acampamentos ciganos, vangloriando-se de que na sua cidade “já não há ciganos!”.
O ministro do Interior, do atual do governo italiano, Matteo Salvini, propôs-se recolher as impressões digitais das crianças ciganas, como foi feito na Alemanha nazista nos anos da pré-guerra. JRH refere que “participou em Bruxelas, juntamente com um grande grupo de ciganos italianos, numa manifestação em frente do Comissário da Justiça da Comissão Europeia, para denunciar esta disposição horrível.” Afirma ainda que “Matteo Salvini é um racista perigoso”, que nem se preocupa em o esconder.
Em Florença, JRH colaborou ativamente com as autoridades locais na melhoria das condições de vida dos milhares de ciganos que tinham chegado a Itália, atravessando o Mar Adriático depois das sangrentas guerras fratricidas da ex-Jugoslávia. Entre 1960 e 1967 houve uma grande mobilização de ciganos provenientes da Europa Oriental, calculados em cerca de 300.000 pessoas, mas foi na sequência da fratura da ex-Jugoslávia que cerca de 40.000 ciganos entraram em Itália e outros tantos na Áustria.
Alguns estudos mostram que 50% da população cigana residente no país é de origem italiana. O resto é principalmente proveniente da Roménia e da Bulgária. Mas Salvini finge ignorar que a maioria destes ciganos tem vivido na Itália há quase 50 anos e que de acordo com Carlos Stasolla, presidente da associação que serve essas pessoas “estes ciganos são mais italianos do que muitos dos nossos concidadãos”.