Ministério rejeita racismo no tratamento de alunos ciganos

Diário de Notícias (17 Mar)
Ministério rejeita racismo no tratamento de alunos ciganos
Barcelos. Tutela garante que colocação em contentores visa integrar crianças da etnia
O Ministério da Educação recusou que a colocação dos alunos de etnia cigana do Agrupamento de Escolas Abel Varzim, em Barcelos, num contentor e separados dos restantes seja um acto de racismo; defende mesmo tratar-se de um “projecto de integração escolar”. Mesmo assim, o DN afirma terem sido várias as associações de defesa da comunidade cigana a classificarem esta decisão de “racista” e de “criminosa”.
A Direcção Regional da Educação do Norte (DREN), em comunicado, assegura que “a actuação do agrupamento se pauta pelo respeito da diferença e defesa dos direitos de todos os cidadãos”. O projecto ‘Inclusão’, na Escola Básica de Lagoa Negra visa “proporcionar o acesso ao 4º e 6º anos de escolaridade a um conjunto de jovens provenientes de dois acampamentos de famílias com debilidades acrescidas de ordem económica e social”.
O Presidente da Associação Cristã Apoio à Juventude Cigana (ACAJUCI) e da Federação Calhim Portuguesa – FECALP, António Pinto Nunes, protestou por e-mail, junto da Ministra da Educação, exigindo saber “quais as medidas que vai tomar acerca desta atitude racista e deste crime praticado contra os alunos”. Também Francisco Monteiro, Director Executivo da ONPC defende “um acompanhamento especial, mas nunca segregação”. A Junta de Freguesia de Barqueiros, onde a Escola se localiza, fala igualmente em “discriminação racial”.