20 mediadores apoiam utentes ciganos nos serviços de saúde
Diário de Notícias (3 Jan) – INCLUSÃO DAS POPULAÇÕES CIGANAS 20 mediadores apoiam utentes ciganos nos serviços de saúde Estratégia: Plano para as comunidades ciganas está em discussão e aposta na mediação (Céu Neves) Uma das medidas a atingir com a Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas (ENICC) que está em discussão pública até 18 de Janeiro, é integrar 20 mediadores ciganos em serviços de saúde até 2020. Aproximar os serviços de saúde dos ciganos é um dos objectivos, reconhecendo o Governo que um problema é a falta de informação.. Segundo a ENICC, “um elemento facilitador da comunicação e recurso para eventuais situações de conflito é o mediador, sendo a saúde uma área em que a sua intervenção seria muito relevante”. Já existem mediadores a trabalhar nas Escolas desde 2009 e existem dois ciganos a trabalhar em hospitais (um em Lisboa, Hospital da Estefânia, e outro em Beja), “com excelentes resultados”, refere Francisco Monteiro (FM), um dos técnicos que elaborou o documento. Prevê-se também a formação de 20 mediadores para apoiar as equipas de intervenção social e no emprego. Bruno Gonçalves, vice-presidente do Centro de Estudos Ciganos e mediador da Câmara de Coimbra, considera esta medida dos mediadores muito positiva, lamentando no entanto o facto de na ENICC não existirem metas intermédias. “O alargamento dos mediadores está entre as medidas mais importantes, mas também a nível da educação são estabelecidas metas relevantes, além das propostas para a habitação, uma das áreas mais vulneráveis”, afirma FM que acredita que a ENICC pode contribuir para a integração dos ciganos.