Contra expulsão de famílias ciganas
Ecclesia (1 Mar)
Contra expulsão de famílias ciganas
A ONPC critica a expulsão de famílias ciganas ordenada por algumas autarquias, “que ofendem princípios básicos de integração” e vão contra a recomendação do Conselho da Europa que prevê a melhoria das condições de alojamento de ciganos e nómadas e elege a habitação como prioridade para a integração social nos próximos 10 anos. Francisco Monteiro, Director-Executivo da ONPC que concorda com a adopção desta recomendação sublinhou à Ecclesia que “em vários pontos do país não é esta a posição adoptada pelas autarquias”. E apresentou como exemplos os casos de Serpa e Cuba.
Afirmando que a Pastoral dos Ciganos já denunciou “estes casos ao Alto Comissariado”, frisou que “a habitação é o primeiro elo de um ciclo vicioso que afecta os ciganos, ao que se segue a educação e o emprego.” Criticou as condições precárias em que muitos vivem e que têm tido, nalguns casos, respostas negativas por parte das câmaras locais.
Francisco Monteiro disse que a autarquia de Cuba aprovou recentemente uma resolução para expulsar 13 famílias que residiam num acampamento há mais de dois anos, e referiu a demolição de barracas no Bairro da Esperança, onde residiam 60 famílias, ordenada pela Câmara de Beja. “Se as barracas eram ilegais, ainda é mais ilegal deixar na rua em pleno Inverno 60 famílias com crianças sem lhes dar outra alternativa. E conclui: “isto acontece por racismo. Os autarcas cedem aos instintos racistas e deviam apoiar quem mais precisa”.