Ciganos, riqueza para a sociedade e para a Igreja

Ecclesia – internet (21 Mar)
Ciganos, riqueza para a sociedade e para a Igreja
De 17 a 19 de Março realizou-se em Augsburgo, Alemanha, o Encontro anual do Comité Católico Internacional para os Ciganos (CCIT) onde se defendeu que “os ciganos são uma riqueza para a sociedade e para a Igreja: quanto mais são excluídos, maior é o sinal de que nos é necessário ir ao seu encontro porque, de outra forma, ninguém lhes levará o amor do Senhor.”
O Cardeal Stephen Fumio Hamao, Presidente emérito do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e dos Itinerantes (CPPMI), presidiu ao Encontro e afirmou que o acolhimento e a solidariedade relativamente a quem tem uma cultura diferente, são valores precisos que têm a sua fonte na fidelidade ao ensino de Cristo.
Recordando a importância do encontro fraterno como aspecto fundamental para a amizade e para o acolhimento recíproco, foram relatadas experiências de vivência das situações desumanas em que vivem actualmente muitos ciganos na Europa, incluindo ciganos muçulmanos refugiados da ex-Jugoslávia. Foram ainda referidos os esforços dos próprios ciganos em associar-se e em assumir a defesa dos seus direitos, com o apoio das Pastorais do Ciganos que, assim procuram servir aqueles a quem se dedicam.
Na Alemanha vivem cerca de meio milhão de ciganos de diversas origens e com uma situação social variada, estando os mais recentes sujeitos a serem repatriados. Relativamente à religião, os ciganos tendem a aderir à religião do país, e por isso, a maioria é católica. Apenas 22% das Dioceses alemãs têm um responsável diocesano pela Pastoral dos Ciganos. As peregrinações de ciganos têm um papel muito importante na evangelização dos ciganos neste país.
O Papa nomeou como Responsável pelo CPPMI o Cardeal Renato Martino, Presidente do Conselho Pontifício para a Justiça e Paz.