Ecclesia – internet (22 mar)
Ciganos: Igreja pede “coração aberto para a diversidade”
Santuário de Fátima recebe entre sexta-feira e domingo o Comité Católico Internacional (CCIT) responsável pelo acompanhamento destas comunidades
O encontro do CCIT que tem lugar em Fátima é encarado pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) como uma oportunidade de promover uma sociedade mais inclusiva e solidária. O P. Manuel Morujão, secretário da CEP, diz que “é fundamental ter o coração aberto para a diversidade” e recorda que estar em maioria nunca pode ser sinónimo de “exclusão ou menosprezo” pelas outras culturas; acrescenta que “os ciganos devem ser considerados cidadãos de primeira” e a sociedade portuguesa tem a responsabilidade de “facilitar a sua aproximação”.
Rosário Farmhouse, Alta-Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural em Portugal, considera que “falta sobretudo educação para desconstruir preconceitos e estereótipos”. “A população cigana é sem dúvida a mais discriminada no país”, refere aquela responsável, sustentando que é preciso trabalhar mais “para conhecer” a realidade daquelas pessoas; o encontro do CCIT “será muito importante para potenciar esta mudança de atitude”.
O CCIT, com sede na Bélgica, foi criado em 1976 para promover o debate entre as comunidades ciganas e atender às suas necessidades humanas e espirituais.