Pastoral dos Ciganos entre avanços e recuos
Ecclesia – internet (8 Out)
Pastoral dos Ciganos entre avanços e recuos
Primeiro documento da Santa Sé deixa desafios a um trabalho que «nem sempre fácil, é necessário e enriquecedor»
Noticia o 34º Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, sobre as “Orientações” da Santa Sé em que numa primeira parte teológica é expressa a missão da Igreja de como “levar Cristo a todas as pessoas, de todas as culturas e etnias”, um aspecto considerado fundamental pelo P. Amadeu Dias Ferreira, Director Nacional da ONPC. “Trabalhar com esta etnia não é fácil”, mas as diversas dioceses e os seus secretariados vão “pondo em prática bastantes iniciativas, encontrando sucessos e fracassos e com uma grande dose de paciência” disse o P. Amadeu, que acrescenta: o documento “deveria ser conhecido por todos os cristãos”.
Para aquele responsável a educação “é um dos campos onde se sente uma melhoria, devido à presença das crianças nas escolas”, a par da habitação. E acrescenta que da parte da própria etnia cigana ainda existem algumas resistências à mudança, por vezes excluindo-se, embora através do diálogo se tenham conseguido alguns avanços.
Como exemplo positivo é indicado Peniche onde Joaquim Silva (Quim Zé) trabalha com os ciganos há 18 anos e diz: “este é um trabalho grandioso, não só para eles, mas pessoalmente tenho ganho muito”. A comunidade de Peniche “ainda não está preparada para aceitar os ciganos”: exige-se paciência e compreensão. Em Peniche, através de uma equipa composta pela Segurança Social, Professores do 1º e 2º Ciclo e pela Pastoral dos Ciganos “conseguimos tirar frutos, que não são imediatos, mas que acontecem.”