Cursos para acabar com o desencontro

El Pais (23 Nov)
Cursos para acabar com o desencontro
O Governo organiza formação de cultura cigana para agentes da Guarda Civil
A Academia da Guarda Civil de Baeza (Jaén), Espanha, deu início a um programa de formação sobre a cultura cigana, que se irá prolongar até Janeiro do próximo ano, e em que participam juristas, historiadores, sociólogos e antropólogos.
Juan González Bueno, General de Formação, explicou que a iniciativa visa superar estereótipos e preconceitos decorrentes “do desconhecimento desta etnia.” No séc. XIX a Guarda Civil tinha instruções para “vigiar escrupulosamente os ciganos”. O racismo contra esta minoria, a mais numerosa da Europa, tem provocado “a desigualdade na educação e a discriminação no acesso ao trabalho”, afirmou o sociólogo cigano e Director do Centro de Estudos Ciganos de Barcelona, Júlio Vargas, na conferência inaugural em que participaram 400 oficiais da Academia. Júlio Vargas acrescentou que o desconhecimento dos ciganos leva a que se projecte em todos o que um pode fazer, o que é “uma irracionalidade em pleno século XXI”; e acentuou que o facto de os ciganos serem diferentes “não pode levar a situações de subordinação ou de exclusão.”
Uma reflexão sobre o papel dos ciganos face aos novos fluxos migratórios, concluiu a conferência.