Vai realizar-se em Roma, no Palácio de S.Calisto, um encontro internacional para directores nacionais da Pastoral dos Ciganos de 11 a 12 de Dezembro de 2006. Terá como tema: “Orientações para uma Pastoral dos Ciganos – Aprofundamento do Documento.”

Encontro Internacional para Directores Nacionais da
Pastoral dos Ciganos em Roma a 11 e 12 de Dezembro 2006
Vai realizar-se em Roma, no Palácio de S.Calisto, um encontro internacional para directores nacionais da Pastoral dos Ciganos de 11 a 12 de Dezembro de 2006. É promovido pelo Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes e terá como tema: “Orientações para uma Pastoral dos Ciganos – Aprofundamento do Documento ”–emanado do Conselho Pontifício referido, em 8 de Dezembro de 2005. Penso ser uma ocasião oportuna para vos convidar a ler e a reflectir sobre tão precioso instrumento de trabalho da nossa acção pastoral. Este documento destina-se não só aos Pastores e aos Agentes desta pastoral específica, mas também a toda a comunidade eclesial, que não pode ficar indiferente nesta matéria e também aos próprios ciganos. Com esta publicação a Igreja pretende reafirmar sem hesitações o seu empenho a favor desta etnia. Além disso, propõe que sejam traçados novos caminhos no seio das comunidades nacionais e das Igrejas particulares, de modo a abri-las a estes irmãos. São, também, estabelecidos alguns critérios pastorais e metas a alcançar. O documento marca, portanto, um momento importante na história da evangelização e promoção humana a favor dos ciganos. O Cardeal Hamao salienta que “retornando à evangelização dos Ciganos, nestas Orientações, ela aparece como uma missão de toda a Igreja, porque nenhum cristão deveria ficar indiferente perante situações de marginalização em relação à comunhão eclesial; portanto a pastoral para os ciganos, justamente pela sua especificidade, requer uma formação atenta e profunda daqueles que estão directamente envolvidos, enquanto as comunidades cristãs devem mostrar uma atitude de acolhimento. E esta combinação de especificidade e universalidade é fundamental ”. Salienta ainda o referido Cardeal Hamao: “o anúncio da Palavra de Deus será acolhido com mais facilidade se for proclamado por alguém que se tenha demonstrado solidário para com eles em situações de vida quotidiana; além disso, na catequese, é importante incluir um diálogo que permita aos ciganos exprimir como eles percebem e vivem a relação com Deus. Por isso, é necessário traduzir textos litúrgicos, livros de oração e a Bíblia no idioma usado por vários grupos étnicos nas diversas regiões. Igualmente a música –muito apreciada e praticada pelos ciganos – é suporte extremamente válido à pastoral, que convém promover e desenvolver nos encontros e nas celebrações litúrgicas. O mesmo se diga de todos os meios audiovisuais da técnica moderna ”. Convido a uma reflexão mais atenta dos capítulos III, IV e V do citado documento. Aqui é tratado o tema da Evangelização tendo em conta a necessária inculturação e promoção humana. Agradeço toda e qualquer partilha que comigo queiram fazer, a fim de todos contribuirmos para o enriquecimento deste encontro internacional.. Termino recordando o voto final do citado documento: “desejamos que estas ‘Orientações ’respondam às expectativas de muitos que aspiravam a ter uma orientação pastoral de conjunto no ministério a favor dos nossos irmãos e das irmãs nómadas. Para a Igreja, difundida por quase toda a parte, é com efeito também um apelo constante a viver com fé a nossa peregrinação terrena, a realizar a caridade e a comunhão cristã, a fim de que se superem todas as indiferenças e animosidades no que lhes diz respeito. Na Carta Apostólica Novo Millenio Ineunte, espiritualidade de comunhão significa sobretudo partilha das alegrias e dos sofrimentos alheios, com intuição dos seus desejos, e encarregar-se das necessidades de cada um para oferecer a todos uma verdadeira e profunda amizade ”.
Pe Amadeu Dias Ferreira