A Câmara Municipal de Coimbra, o Centro de Apoio Social – Parque de Nómadas e a Associação Fernão Mendes Pinto organizaram, em 27 de Outubro, no Parque dos Nómadas, um Encontro sobre “Ciganos – que estratégias de intervenção?”

ENCONTROS EM COIMBRA SOBRE OS CIGANOS
A Câmara Municipal de Coimbra, o Centro de Apoio Social – Parque de Nómadas e a Associação Fernão Mendes Pinto organizaram, em 27 de Outubro, no Parque dos Nómadas, um Encontro sobre “Ciganos – que estratégias de intervenção?” Em 26 de Novembro, o Centro de Estudos Ciganos promoveu, na Casa Municipal da Cultura, um Encontro sobre e “Educação e Formação nas Comunidades Ciganas”.
No primeiro Encontro o Dr. Bernardo Sousa do ACIME e outros intervenientes falaram sobre os direitos e deveres da população cigana. Analisou-se a experiência do Projecto Nómada com intervenções dos ciganos beneficiários. Anabela Carvalho da AMUCIP (Associação para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas Portuguesas) e outros participantes falaram sobre “processos de realojamento e modos de vida: um realojamento eficaz coloca em causa culturas e formas de vida tradicionais ou faz delas um recurso valioso?”
Manuel Costa da Associação Cigana de Coimbra, Mirna Montenegro e outros desenvolveram o tema: “estratégias multiculturais na educação: durante quanto tempo a diversidade cultural será vista como entrave à educação e não como uma mais valia?” Foi ainda abordado o tema das estratégias de inclusão na situação prisional.
No segundo Encontro foram analisados os temas da educação e globalização e da escola intercultural, com intervenções da Drª Carla Benites do Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos, do Prof. Roque Amaro, do Dr. André Costa Jorge do ACIME, Noel Gouveia da AMUCIP/”Príncipes do Nada” e do Dr. Sérgio Aires da REAPN, entre outros intervenientes. A Drª Ana Seixas da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra lembrou que para a UNESCO “aprender a viver juntos é um dos quatro pilares da educação”. Foi lembrada a importância dos mediadores socioculturais e afirmado que é imperativo “compreender que o conhecimento é transformativo” o que deveria favorecer “a existência de escolas participadas”.
Ana Lima