Pobres e mal-agradecidos


Pobres e mal-agradecidos
Num artigo de opinião, Miguel Sousa Tavares (MST), começa por referir o facto da sentença da Juíza Ana Gabriela Freitas, de Felgueiras, citando testemunhas, ter-se referido aos cinco arguidos ciganos como “pessoas marginais, traiçoeiras, integralmente subsidiodependentes do Estado”, e de o advogado ter considerado isso uma posição xenófoba sobre toda a comunidade cigana. MSG recorda ter aplaudido o então Governador Civil de Braga, Bacelar Gouveia, que defendia, praticamente sozinho, a comunidade cigana de Oleiros contra as populações locais. E considera que não é tolerável “que negros rejeitem ser vizinhos de ciganos, como sucedeu recentemente na Quinta da Fonte”. Da mesma forma, considera que “também não é tolerável que uma determinada comunidade ou etnia se torne anti-social, que ninguém queira viver ao seu lado por medo ou desconforto.” MST afirma que se a comunidade cigana está organizada por uma hierarquia estratificada, “é altura de os seus líderes reflectirem e imporem a sua autoridade à comunidade, para que decida se querem ser cidadãos ou marginais. Não podem é ser cidadãos para os direitos e marginais para os deveres.”