Ciganos e judeus baralham caldeirada xenófoba
Expresso (25 Set)
Ciganos e judeus baralham caldeirada xenófoba
São os únicos tópicos que dividem a direita radical: ciganos, Islão e judaísmo. Fora isso, só os excessos nacionalistas se chocam
Em 2007, o grupo parlamentar da extrema-direita no Parlamento Europeu ruiu por causa da questão cigana. A neta de Mussolini, Alessandra, eleita pelo grupo nacionalista Acção Social, referindo-se aos ciganos romenos, disse, em plena reunião, que os romenos “faziam da delinquência o seu modo de vida”. Nessa reunião, os cinco eurodeputados de extrema-direita do Partido da Grande Roménia, indignaram-se e abandonaram o grupo parlamentar que desapareceu por ter perdido o quórum de 20 eurodeputados.
Em 2009, o grupo renasceu mas a questão cigana continua tabu. O Partido da Grande Roménia ficou de fora deste agrupamento, mas entrou o Jobbik húngaro, conhecido pelo discurso xenófobo contra os 700 mil ciganos locais. Dois eurodeputados do Ataka da Bulgária, ainda mais agressivos para com os ciganos, são possíveis candidatos à entrada.
Em 2006, Dimitar Stoyanov, membro do Ataka, escandalizou os parlamentares quando protestou pela eleição da cigana húngara Livia Jaroka como parlamentar do ano. Mas não é só a questão dos ciganos que divide a extrema-direita europeia: existem ainda os anti-semitas e os anti-islâmicos.