Abriu a caça ao cigano
Abriu a caça ao cigano
Perseguição: as autoridades francesas tomam como alvo a comunidade cigana do Leste
Desde há uma semana que acampamentos de ciganos romenos e búlgaros têm sido desmantelados pela polícia todas as noites. A seguir são concentrados em ginásios e levados aos aeroportos sob forte escolta policial. Os jornalistas são mantidos à distância. O Governo francês justifica as expulsões com as leis francesas e europeias sobre segurança. Garante que as partidas são voluntárias e que todos receberam uma “ajuda ao regresso” (300 euros por adulto e 100 euros por criança). Um cigano num canal televisivo francês afirmava “somos cidadãos europeus, temos direito à livre circulação na Europa e se o fazemos é para fugir à miséria da Roménia”. Alguns dos seus líderes, como a Romeurope, denunciam o racismo e evocam perseguições do nazismo.
Eric Besson, ministro da imigração francês, afirma que desde o início do ano já expulsou do país mais de oito mil romenos e búlgaros. Algumas figuras da política francesa protestaram com estas medidas. Após críticas do Papa Bento XVI, as mais altas instâncias da Igreja católica francesa pediram ao Governo “mais moderação e moralidade na concretização das suas políticas”.
A Associação Romeurope lembra que o número de ‘romas’ em França é estável há muitos anos e anda pelos 10 a 15 mil pessoas, longe do “espectro de uma invasão no seguimento da integração da Roménia e da Bulgária na UE”.
Esta inquietação estendeu-se a outros ciganos, como os ‘manouch’ franceses, que dizem sentir mais racismo.