Em Espinho, assim vão os ciganos: estão quase todos realojados em dois prédios (ver foto). Agora o que se passa é que falta dinheiro para a água, luz e até para as rendas das casas, sendo elas pequenas mas, mesmo assim, já há algumas em atraso.
INFORMAÇÃO DO SECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL DOS CIGANOS DO PORTO E OVAC (Obra Vicentina de Auxílio aos Ciganos)
Em Espinho, assim vão os ciganos: estão quase todos realojados em dois prédios (ver foto). Agora o que se passa é que falta dinheiro para a água, luz e até para as rendas das casas, sendo elas pequenas mas, mesmo assim, já há algumas em atraso.
A Câmara de Espinho e o Centro Comunitário têm-nos dado bastante ajuda com Educadoras Sociais e Técnicos de Condomínio.
As Assistentes Sociais trabalham juntamente connosco. Assim como também estamos a trabalhar com todos os meninos ciganos, nas escolas, com ajuda ao material escolar e livros para os que não conseguiram concorrer ao SAE (Serviço de Apoio Escolar) para esse direito. Então digo: por falta de material não vai faltar nenhum menino cigano às escolas (como eles diziam). Porque nós lá estamos em tudo quanto é sítio; mesmo com o pouquinho dinheiro que temos.
Ovar tem bastantes ciganos, e ainda vivem em barracas sem condições, e não sabemos quando lhes dão casas, mas estão a ser acompanhados pelos nossos colaboradores da OVAC e Secretariado.
Em Santa Maria da Feira os ciganos estão um pouco pior porque as pessoas não os querem ver por perto, e então dificultam-nos em tudo, até para os realojarmos. Mas nós lá estamos, e lá se vai andando.
Em Sanguêdo – Feira as pessoas são mais amigas dos ciganos, mas estes vivem em barracas e outros (muito poucos) em casas alugadas. Mas lá estamos nós, e lá se vai indo.
Em S. João da Madeira ainda estão todos a viver em barracas, mas lá se vai andando, com mais custo.
Em Oliveira de Azeméis os ciganos também estão em barracas, mas vamo-los acompanhando.
Em Lobão os ciganos também estão em barracas, mas também lá têm os nossos colaboradores para o que for preciso.
Em Grijó os ciganos também estão em barracas: estamos com problemas grandes porque o terreno onde estão é deles e a Junta de Freguesia não os quer lá, mas não lhes paga o terreno, nem lhes quer dar casa, nem terreno noutro lado. Mas nós lá estamos, as coisas não estão fáceis para a Freguesia.
Gaia tem ciganos em várias freguesias, mas estão quase todos realojados. Aqui falta-nos que, talvez por ser uma cidade muito grande, os técnicos sociais trabalhem mais no terreno (junto deles). Para nós seria mais fácil dar as nossas ajudas. Mas lá estão os nossos colaboradores, e lá vai tudo correndo, embora não como a gente quer.
Em Campanhã – Porto também está tudo mais ou menos resolvido. Aí estão a trabalhar muito bem os Assistentes Sociais e Educadores Sociais.
No Porto também há bastantes ciganos espalhados: lá se vai deitando a mão como nós podemos.
Em Matosinhos os ciganos ainda estão mal, mas lá vamos ajudando: vamos a ver se agora vão ter casa.
Em Padrão da Légua e Gemunde os ciganos ainda estão em barracas, mas em terreno da Câmara e com as ajudas oficiais e nossa: vamos ver quando lhes vão dar as casas.
Na Maia, com excepção de alguns ciganos em barracas, já estão quase todos realojados. Está a correr tudo mais ou menos bem. Já lá temos um casal cigano que tem um bar, com dinheiro emprestado ou dado por nós e são felizes.
Em Felgueiras também os ciganos estão quase todos realojados, e nós lá estamos e vamo-los apoiando.
Em Moreira da Maia os ciganos vivem em casas da Câmara pré-fabricadas, mas estão muito estragadas e a Câmara quer que eles saiam de lá. Porque eles não têm dinheiro para pagar a renda e outras coisas, lá temos estado a apoiar; têm ajuda social mas está a ser bastante difícil.
Em Amarante a Câmara também está a realojar os seus ciganos e estamos muito contentes porque nos pediram a nossa ajuda para colaborar com eles: está tudo a correr muito bem.
Temos muito mais ciganos mas neste momento ainda não me chegou à mão a informação. Em tempo oportuno farei chegar as notícias que faltam.
Em todos estes trabalhos devemos muito ao nosso ex-Director Padre Henrique Januário, à Direcção da OVAC e a todos os Vicentinos que são os nossos colaboradores – sem eles não somos nada. Todas estas pessoas estão muito atentas para ajudar e chamar a atenção a quem de direito.
Só temos uma coisa: faltam-nos verbas para nós darmos continuidade a esta grande obra de tanto trabalho. Mas como diz o Senhor Bispo, não podemos pregar a estômagos vazios. Sem dinheiro pouco ou nada se faz, mas lá vamos andando, tentando ser a pedra no sapato de toda a gente que pode ajudar e não ajuda.
Um grande abraço da vossa colaboradora
Porto, 4 de Outubro de 2007 Maria do Carmo P. P. Rocha Presidente da OVAC