A Irmã Elvira Silva, F.M.A. obreira dos ciganos e africanos no Bairro do Fim do Mundo, Galiza, S. João do Estoril, foi distinguida com o Prémio da Revista ACTIVA 2003
Irmã Elvira recebe Prémio ACTIVA 2003
A Irmã Elvira Silva, F.M.A. obreira dos ciganos e africanos no Bairro do Fim do Mundo, Galiza, S. João do Estoril, foi distinguida com o Prémio da Revista ACTIVA 2003, tendo ficado em 2º lugar no elenco de MULHER ACTIVA para o ano corrente. Como é bom que o mundo se lembre de homenagear quem se dedica a Deus na pessoa dos mais marginalizados da nossa sociedade, e agradecidos que estamos todos por tudo o que a Irmã Elvira tem feito pelos ciganos do Fim do Mundo, A CARAVANA quis ouvi-la neste “acontecimento” que tanta publicidade lhe tem trazido.
A CARAVANA (AC)
Começando pela “publicidade” deste tão merecido prémio: como é o sentir-se homenageada pelo trabalho que Deus tem feito através de si? Abençoa os holofotes da fama pela visibilidade que eles dão àqueles para quem trabalha?
Irmã Elvira (IE)
Quanto a mim sinto uma certa apreensão pelo que oiço e vejo à volta daquilo que faço, e tenho feito ao longo da minha vida em favor dos mais desprotegidos. É um dever que tenho e se não o fizesse seria infiel. Porém estou grata aos meios de comunicação social que até hoje só têm revelado a minha parte positiva e, desta maneira, revela a Igreja e a Congregação a que eu pertenço.
AC
Tantos anos de tamanhas lutas! Quando este mundo, em geral fútil, lhe chama “mulher activa”, pensa em todos os sofrimentos que aliviou, em tanta alegria que comunicou, na luz de Deus que através de si Ele reflectiu? Como é tudo isto no meio do “glamour” das TV’s, das fotos e das reportagens nos jornais e nas revistas?
IE
Sim, ao ver esta publicidade toda, dou graças a Deus por me ter escolhido para ser serva entre os servos e pobre entre os pobres, e procurar aceitar com fé as contrariedades da vida, transmitindo-a aos outros.
AC
A evangelização feita por Jesus e para a qual Ele nos enviou é concretizada através da palavra e do testemunho. Este foi, para si, claramente um testemunho vivo que se tornou “notícia”. Acha que esta “boa nova” pode “contagiar” outros e outras a serem “activas” no sentido que verdadeiramente conta?
IE
Penso que sim uma vez que a comunicação social só tem revelado a minha parte positiva. Por experiência própria, o Evangelho, como as biografias das pessoas que passaram na vida fazendo o bem, foram sempre para mim motivo de estímulo e de adesão, procurando imitar o Mestre a quem eu procuro seguir.
Julgo que outros pensarão igual.
AC
Os seus amigos ciganos como é que reagiram ao prémio da “sua” Irmã Elvira?
IE
Os meus amigos ciganos ficaram felizes, mas não fui eu que os informei…
Sinto-me pequenina perante qualquer prémio ou elogio. Tenho consciência que é muito pouco o que eu ajudo perante o muito de que eles precisam.