“Não” até à morte!
Jornal da Beira (1 Fev)
“Não” até à morte!
Caso de valentia em Viseu
Um ginecologista relata uma história verídica que se passou com ele. No consultório apareceu-lhe uma mulher de etnia cigana com idade aproximada de 35 anos, que afirmou em pranto estar grávida de dois meses, mas que tinha hemorragias. Depois de a examinar, o médico diagnosticou um cancro do colo do útero. A solução era uma operação e o ter de tirar o útero e o filho. A cigana levantou-se da cadeira e respondeu: “isso é que nunca. Eu posso morrer, mas o meu filho tem de viver, pois ele é a minha continuação, ele é a minha vida que cá fica, para me continuar.”
Quase no fim do tempo nasceu um rapaz, a mãe foi para casa e três meses depois morreu abraçada ao filho afirmando “este é que vai continuar a minha vida depois de eu morrer.”