Formar população para aceitar ciganos


Jornal de Espinho (12 Nov)
População espinhense não aderiu à acção de sensibilização de inserção dos ciganos na comunidade
Formar população para aceitar ciganos
No 3º encontro de sensibilização para integrar a comunidade cigana, Maria do Carmo Rocha (MCR), Presidente da OVAC, explicou ao Jornal de Espinho que “há cada vez mais dificuldades na integração dos ciganos na comunidade em que vivem.” Na opinião da dirigente não basta fazer formação à população cigana, não basta falar em educação e em bom relacionamento com as outras pessoas, se essas também não fizerem um esforço. Assim defende que a restante população deve ter formação. “Uma simples palavra de conforto é muito importante e todos devemos fazer tudo o que podemos para inserirmos os ciganos no nosso meio.” Assim, lamentou a fraca adesão por parte da comunidade espinhense a esta iniciativa.
MCR agradeceu o apoio dado ao Encontro pelo Secretariado Diocesano das Migrações e da Pastoral dos Ciganos do Porto, pela Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Espinho.
MCR, Presidente da OVAC há sete anos, mostra preocupação pelas “crianças que estão na escola, principalmente aquelas que não têm possibilidade de comprar livros e materiais” e afirma não duvidar que “todos os ciganos que estão a ser assistidos pela obra são mais educados e sabem dar-se com as pessoas vizinhas.”