Nova geração cigana troca feiras pela Escola (1ª página)
Ciganos querem estudar para mudar de vida
Jornal de Leiria (8 Jan)
Jovens procuram novasperspectivas de futuro
Nova geração cigana troca feiras pela Escola (1ª página)
Crise chega a feiras e mercados
Ciganos querem estudar para mudar de vida
Estudar passou a ser um investimento valorizado pelos elementos mais jovens da comunidade cigana, que não querem seguir as passadas dos pais a vender em feiras e mercados. E se, há uns anos, os mais velhos não permitiam que as mulheres fossem além da antiga 4ª classe, hoje as ciganas começam a dar os primeiros sinais de emancipação.
Dulce Nascimento, de 32 anos, que irá presidir a uma associação de ciganos, afirma: “Não há futuro na feira. O comércio está em decadência”. Assunção Cardoso, de 50 anos, arrepende-se de não ter autorizado as filhas, hoje com 23 e 20 anos, a irem além do 4º ano. Já o filho de 29 anos ficou com o 8º ano. “Sem um curso não podem ter uma forma de vida diferente”. E dá o exemplo, orgulhosa, da sobrinha que está a tirar uma licenciatura.
55 ciganas e 47 ciganos participaram num curso de competências promovido pelo grupo de Leiria da Amnistia Internacional (AI) e pela Plataforma – Consultadoria e formação. O Coordenador da Plataforma revelou que face ao sucesso deste curso, vão apresentar uma nova candidatura a fundos comunitários para promover formação para 200 ciganos que não conseguiram vaga na primeira fase e uma acção para dar continuidade à que terminou agora, que deverá incidir na área comercial.