Minorias: Ciganos reclamam plano de desenvolvimento e intervenção em Portugal
Lusa (30 Mai)
Minorias: Ciganos reclamam plano de desenvolvimento e intervenção em Portugal
A comunidade cigana reclamou, em Bragança, a criação em Portugal de um plano de desenvolvimento e intervenção junto desta etnia, semelhante aos que existem noutros países como Espanha. Esta ideia foi apresentada por Bruno Gonçalves, jovem cigano, que falou nas III Jornadas da Pastoral dos Ciganos do Nordeste Transmontano, sobre “Conhece-me antes de me odiares”. Bruno Gonçalves é actualmente animador sócio-cultural para as áreas das comunidades ciganas do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural.
Referindo o facto de já por várias vezes ter sido vítima de discriminação, nomeadamente para alugar casa, afirmou que o racismo só pode ser combatido quando a sociedade praticar o conceito de diversidade. Denunciou o facto de a Escola contribuir “para uniformizar as pessoas e isso não é um apelo à diversidade”. E recordou que “ao longo dos últimos cinco séculos os ciganos nunca precisaram da educação para exercer a sua actividade de venda ambulante e por isso a Escola monocultural nada diz” a esta etnia.
Bruno não pediu grandes reformas apenas medidas pedagógicas tais como “a contratação de mediadores e a criação da figura do professor multicultural”. Respondendo aos que afirmam que os ciganos não querem trabalhar, questionou se “o ir para as feiras às seis da manhã não é um hábito de trabalho.”