A revista Lan Harremank (Revista de Relaciones Laborales) da “Universidad del País Vasco”, dedica o seu nº 11 de 2004 ao Mercado de Trabalho e Mundo Cigano.

MERCADO DE TRABALHO E MUNDO CIGANO
A revista Lan Harremank (Revista de Relaciones Laborales) da “Universidad del País Vasco”, dedica o seu nº 11 de 2004 ao Mercado de Trabalho e Mundo Cigano. Na apresentação, o Director Mikel de la Fuente Lavin refere que o presente número reflecte “as experiências e os resultados do projecto “WORKALÓ – a criação de novos perfis ocupacionais para as minorias culturais: o Caso Cigano.” (Ver CARAVANA nº 34, pág. 5). O Projecto desenvolveu-se entre 2001 e 2004 e o Instituto de Serviço Social de Lisboa foi um dos parceiros. “Associar-se para comunicar-se e transformar” é a proposta sociológica que pode sintetizar o WORKALÓ. Uma das conclusões mais relevantes é a afirmação da “realidade da mulher cigana como motor de desenvolvimento do seu Povo.”
Num primeiro artigo analisa-se a metodologia crítica de investigação “WORKALÓ”. Seguidamente estudam-se as “Tendências na Europa: exclusão e inclusão social e laboral da comunidade cigana”. Constata-se que a evolução da população cigana na realidade sócio-laboral é particularmente vulnerável face à evolução da sociedade do conhecimento. Expõem-se algumas orientações políticas da União Europeia que visam promover a inclusão dos ciganos. No tema: “Discriminação étnica no mercado laboral: influências no acesso e na permanência”, mostra-se como a discriminação étnica e o racismo têm sido uma das barreiras entre a comunidade cigana e o mercado de trabalho.
“Possibilidades para a comunidade cigana no mercado de trabalho do Estado Espanhol” descreve algumas experiências transformadoras para a comunidade cigana. A educação, a cultura e a própria sociedade dificultam ou favorecem a inclusão social e laboral dos ciganos. “Mulheres ciganas e mercado laboral: mecanismos para superar a sua tripla exclusão” fala sobre a tríplice dificuldade da mulher para conseguir um emprego: por ser mulher, por ser cigana e pelas suas habilitações académicas. É focada a forma como, a partir do associativismo cigano, as mulheres têm lutado para entrar no mercado de trabalho.
“Para a articulação de mecanismos favorecedores da inclusão da comunidade cigana: mecanismos de acreditação das competências e novas formas de organização laboral” fala sobre as necessidades de aprendizagem e as competências no trabalho, concluindo que os ciganos desenvolveram competências que são procuradas no mercado de trabalho de hoje. “Minorias culturais e novas tecnologias” considera essencial o domínio das tecnologias da informação e da comunicação para a inclusão ou exclusão dos ciganos no mercado de trabalho na Sociedade do Conhecimento.