Fundação Fé e Cooperação – internet (15 abr) – PASTORAL
Na opinião do P. Tony Neves
O P. Tony Neves (PTN) conta duas conversas que teve sobre questões que têm a ver com a etnia cigana.
A primeira passou-se na grande Lisboa, onde um pároco convidou um grupo de ciganos que apareceram a ver, para participarem na via-sacra que a sua paróquia estava a fazer na rua. “As pessoas ficaram tão honradas com o convite que participaram e, a partir daquele dia, quando o padre passa nas áreas de residência ou de comércio onde as pessoas estão, logo é solenemente cumprimentado”.
Outra situação foi na diocese de Vila Real: PTN falou com um pároco sobre a participação frequente de alguns membros de etnia cigana nas celebrações da comunidade paroquial.
“Quando se fala em ciganos, referimo-nos sempre a pessoas com uma cultura muito diferente da nossa, mas que partilha a mesma terra e, por isso, há que criar relações no respeito mútuo, exigindo de todas as partes uma adaptação a questões de cidadania que permitam a todos caminhar lado a lado, debaixo do cumprimento das mesmas regras políticas, económicas e sociais, respeitando, é claro, a diversidade das culturas que ali entram em contacto.”
E acrescenta que “a diversidade cultural é uma riqueza quando há diálogo e cedências de parte a parte, quando é necessário conseguir a harmonização social. (…) A existência de uma numerosa comunidade de etnia cigana no nosso meio é uma riqueza, pois há valores de fundo que eles trazem da sua história e tradição que todos temos a ganhar em seguir: o sentido de família alargada, a forma como vivem as festas étnicas.”
E conclui: “Mas há aspectos a melhorar de parte a parte para que todos nos sintamos, igualmente, cidadãos do mesmo mundo.”