é toda a Igreja que tem a missão de partilhar o Evangelho com os ciganos – concluíram as 18ªs Jornadas de Pastoral Cigana de Espanha

NÃO É POSSÍVEL EVANGELIZAR SEM CULTIVAR A COMUNHÃO
– é toda a Igreja que tem a missão de partilhar o Evangelho com os ciganos – concluíram as 18ªs Jornadas de Pastoral Cigana de Espanha
Realizaram-se em Alcalá de Henares, de 12 a 14 de Setembro, as 18ªs Jornadas de Pastoral Cigana, organizadas pelo Departamento de Pastoral Cigana (DPG) da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), dirigido pela Irmã Guadalupe Romero. As Jornadas foram presididas por Mons. Ciriaco Benavente, Presidente da Comissão Episcopal das Migrações da CEE: O único representante de uma pastoral estrangeira presente foi o Dr. Francisco Monteiro que foi convidado a fazer uma curta apresentação em nome da ONPC. As Jornadas tiveram para cima de 100 participantes, provenientes de 28 Províncias de Espanha, sendo ciganos muitos dos participantes.
Entre as intervenções do programa salientam-se: uma exposição sobre “cultura e valores ciganos” por Maria Angeles Martín de Alicante; o testemunho de uma jovem religiosa cigana, Belén Carreras que narrou o seu percurso espiritual ao longo da sua vida difícil de cigana, até chegar à vocação religiosa – Belén dar-nos-á o seu testemunho no próximo Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos em Fátima (ver Programa neste número)-; e uma intervenção de José Manuel Fresno, Director da Fundación Secretariado General Gitano que fez um impressionante relato das actividades da FSGG em favor dos ciganos e com a intensa participação destes, inclusive a nível directivo, em áreas tais como: formação e emprego, apoio e seguimento escolar, saúde, habitação, apoio a jovens e a mulheres, imagem cigana, influência na actividade legislativa e na luta contra a exclusão e contra a discriminação, interculturalidade. Em 2002, o orçamento anual da FSGG foi de 12 milhões de euros (2,4 milhões de contos) proveniente da UE (30%), Estado (25%), Autonomias e Câmaras (40%) e privados (1%).
O DPG distribuiu o plano de trabalho para 2003-2006 com objectivos tais como: revisão dos valores ciganos, diferentes expressões religiosas e experiências de fé, encarnar para acolher, formar agentes da pastoral e implicar a igreja particular.
Entre as conclusões que incorporam as opiniões formuladas designadamente nos grupos de trabalho, salientam-se:
● A promoção e a evangelização dos ciganos começa sempre pelo respeito e amor pelos ciganos, que têm uma compreensão da realidade diferente da da sociedade maioritária.
● A fé em Jesus Cristo não se identifica em exclusivo com nenhuma cultura: pelo contrário é chamada a inculturar-se em todas, também na cultura cigana.
● Os chamados “valores ciganos” não são uma realidade estática, mas viva e em mutação.
● Os ciganos podem enriquecer-se em contacto com os valores da sociedade maioritária e, com os seus valores, podem enriquecer esta sociedade.
● Toda a população cigana assiste a uma mudança muito rápida, mas talvez seja na mulher cigana onde se nota mais a mudança e o muito que pode aportar à promoção das famílias ciganas.
● O acolhimento de Jesus Cristo gera processos de humanização e de libertação.
● Temos de encontrar uma organização flexível e eficaz que anime a vida e a acção pastoral com os ciganos.