NOTÍCIAS DA FRA (Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais)- (6 de março)
Muitos Ciganos da UE enfrentam a vida como as pessoas dos países mais pobres do mundo (6 de abril, por ocasião do Dia Internacional dos Ciganos – 8 de abril) Deficiente sistema sanitário, fome, desemprego jovem – os Ciganos na UE enfrentam estes desafios básicos na sua vida quotidiana, verificou a FRA no seu último relatório. Ele chama a atenção para as desigualdades persistentes que há muito têm grassado entre os Ciganos da Europa em muitos países numa das regiões mais ricas do mundo.” ” ‘Anti-Ciganismo, desde discriminação até crime de ódio, alimenta o ciclo vicioso da exclusão dos Ciganos. Ele deixa-os como os descartados da sociedade e tratados de uma forma estereotipada que é intolerável’, diz o Diretor da FRA Michael O’Flaherty. ‘Nós precisamos de quebrar este ciclo vicioso, Assim, porque não começar pelo óbvio – assegurar que todos e cada um dos Ciganos gozam das mesmas oportunidades que os outros cidadãos da UE ?’
O relatório Uma preocupação que se mantém: anti-ciganismo enquanto barreira à inclusão dos ciganos revela como é que Estados Membros (EMs) ainda estão aquém na maior parte dos seus objetivos de integração, apesar dos esforços feitos até agora.”
Áreas de principal preocupação no Quadro das Estratégias Nacionais para a Integração dos Ciganos da UE de 2011:
– Anti-ciganismo: mantém-se elevado com um em cada três ciganos a ser sistematicamente molestado. Os EMs precisam de reconhecer e acompanhar o anti-ciganismo e de tomar medidas efetivas para combater tais crimes de ódio e crimes de discurso.
– Condições de vida: não mudaram muito para os ciganos da UE entre 2011 e 2016. 80% dos ciganos estão em risco de pobreza, com parados com a média da UE de 17%. 30% vive em casas sem água canalizada. O seu acesso a água segura está muitas vezes ao nível de populações no Gana ou no Nepal. Tais condições põem em causa o progresso na educação, na saúde ou no emprego. Isto requer mais habitação social.
– Educação: melhorou em alguns EMs, mas mantêm-se diferenças. Mais de 50% das crianças ciganas frequenta o pré-escolar o que, frequentemente está muito abaixo das crianças não ciganas da sua idade. Os níveis de pré-escolarização dos ciganos na UE são semelhantes aos da população de Porto Rico. Os EMs deveriam assegurar apoio escolar para compensar as deficientes condições de vida de muitas crianças ciganas, em todos os níveis da sua educação.
– Desemprego jovem: a percentagem de jovens ciganos entre os 16 e os 24 anos, sobretudo mulheres que não estão no emprego, na educação ou na formação mantém-se elevada em comparação com o público em geral. Os EMs necessitam de incrementar o emprego, sobretudo para os jovens ciganos, através de formação no local de trabalho e de aprendizagem. Os ciganos deveriam também receber apoio específico que os ajude a criar as suas próprias empresas.