No dia 1 de Março o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME) promoveu uma reunião histórica: as Câmaras Municipais de Águeda, Coimbra, Estarreja e Mealhada assinaram a Carta de Princípios sobre a Comunidade Cigana e a Venda Ambulante.
O ACIME PROMOVE
No dia 1 de Março o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME) promoveu, nas suas instalações, no Porto, uma reunião histórica: as Câmaras Municipais de Águeda, Coimbra, Estarreja e Mealhada assinaram a Carta de Princípios sobre a Comunidade Cigana e a Venda Ambulante, elaborada pelo ACIME após reuniões com diversas Associações de Ciganos e outras entidades, entre as quais a ONPC. Tal significou um princípio de resolução, por parte das entidades oficiais, no sentido de se rever e actualizar a legislação obsoleta que rege o comércio ambulante em Portugal. Nessa reunião em que, pela ONPC, participaram o P. Amadeu Dias Ferreira e o Dr. Francisco Monteiro tratou-se ainda das situações ocorridas no Baixo Alentejo contra os ciganos, da mediação sociocultural e a Drª. Luísa Ferreira da Silva apresentou um extenso trabalho que efectuou, no âmbito do CEMRI – Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais da Universidade Aberta e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, sobre “Saúde / doença é uma questão de cultura – atitudes e comportamentos de saúde materna das mulheres ciganas em Portugal”. “O estudo identificou uma situação de grande exclusão em matéria de saúde, entendida esta no sentido elementar de participação nas condições básicas de existência. … À luz dessa exclusão social se compreende a relação de relativa distância que a população Cigana mantém com a instituição saúde, particularmente na sua vertente preventiva. … A pesquisa apresentada descobriu tendências no sentido da mudança de atitudes e comportamentos de saúde.” Participaram na reunião diversas Associações de Ciganos: APODEC, AMUCIP, Associação Ciganos de Hoje, CIGLEI (Leiria), União Romani, Vikings, Associação de Ciganos do Porto.