A Igreja será ao ar livre, em forma de circo e a sua conclusão está prevista em 26 de Setembro, dia em que se comemora a peregrinação do povo cigano a Roma, em 1965, para encontrar o então Papa Paulo VI
O Beato cigano Zeferino Giménez Malla terá uma Igreja em Roma e com ele a comunidade cigana da zona
A Igreja será ao ar livre, em forma de circo e a sua conclusão está prevista em 26 de Setembro, dia em que se comemora a peregrinação do povo cigano a Roma, em 1965, para encontrar o então Papa Paulo VI; a informação é do Migranti-Press, Boletim da Fundação Migrantes da Conferência Episcopal Italiana e foi-nos comunicada em mail de Sergio Rodriguez, de Barcelona. Este espaço sagrado, erguido no 7º aniversário da beatificação de “El Pelé”, surge num terreno do Santuário da Virgem do Amor Divino, um popular Santuário romano.
O Padre Bruno Nicolini, promotor da beatificação do Beato Zeferino (ver a sua fotografia, com o P. Filipe de Figueiredo, no n.º 33 de A CARAVANA), afirma que este será “um lugar de encontro, reconciliação, acolhimento e fraternidade em Cristo”.
Uma escultura do Beato Zeferino, esculpida pelo artista cigano Bruno Morelli, ocupará a ábside da nova Igreja. A estrutura redonda indica a simbologia cigana: o acampar e a grande família. Uma estela recordará o genocídio nazi dos ciganos e as duas frases emblemáticas dos Papas Paulo VI e João Paulo II: “Vós não estais nas margens da Igreja, mas no seu coração” (1965); Discriminações, exclusões, opressões, desprezo pelos pobres e pelos últimos, nunca mais” (12 de Março de 2000).
Recordamos que o Beato Zeferino morreu fuzilado em Espanha, em 1936, e que as suas últimas palavras foram “Viva Cristo Rei”.