Escalada (Sociedade de São Vicente de Paulo – Conselho Central do Porto) (nov)
Os ciganos hoje e a União Europeia
Francisco Monteiro (FM), Diretor Executivo da ONPC, foi convidado a escrever um artigo para a Escalada, sobre a atividade dos ciganos . Nesse artigo, FM abordou de modo sucinto aquilo que tem sido feito pelos ciganos na Europa desde o dia 8 de abril de 1971, altura em que se realizou o 1º Congresso Mundial Cigano, em Orphington, Londres.
“Um dos três pilares da UE (além dos da livre concorrência e da livre circulação de pessoas e bens) é a coesão social que significa fundamentalmente que, sob o ponto de vista socioeconómico, se todos não estivermos bem, é impossível que apenas alguns estejam bem”. No artigo, FM recordou que a euro-deputada cigana húngara Livia Járóka, em 2011, propôs no Parlamento Europeu que fosse elaborada “uma estratégia de inclusão social para a população cigana europeia que se estima ser entre 10 a 12 milhões e que é a minoria mais numerosa e ao mesmo tempo mais discriminada do continente.” Respondendo ao pedido da UE de 2011, em 2012, os 27 estados membros da UE entregaram as “Estratégias Nacionais para a Integração das Comunidades Ciganas”, abrangendo o período de 2012 a 2020. “A estratégia portuguesa compreende os domínios da educação, emprego, saúde, e habitação e ainda os eixos transversais da justiça e segurança, igualdade de género, segurança social, educação para a cidadania, mediação e combate à discriminação” e “foi aprovada pelo Governo e publicada no DR como resolução do Conselho de Ministros nº25/2013 em 17 de abril”.
“A ONPC há muito que tem seguido a estratégia de apoiar as comunidades ciganas, não apenas na evangelização espiritual – “Projetos Palavra durante três anos em Lisboa e três anos no Fogueteiro, Amora e Seixal –, no apoio social, como particularmente no fomento da capacitação (empowerment) da própria população cigana, designadamente através do apoio à constituição de cinco Associações Ciganas, uma das quais de mulheres ciganas (a AMUCIP – Associação para o Desenvolvimento das Mulheres e Crianças Portuguesas) e da FECALP.” Assim, foi possível, segundo FM, “incrementar a representatividade dos próprios ciganos, a sua voz na comunicação social, a sua expressão própria em colóquios e em conferências, com relevo para o Fórum Ibérico que se realizou na Gulbenkian em 2010 e que se deveu à iniciativa do Presidente da CIGLEI (Associação Cigana de Leiria), Dinis Abreu.
21 Out 2014