Prosseguimos as notícias iniciadas no nº 31 em que anunciávamos o seu chamamento pelo Pai.

P. Filipe de Figueiredo
Prosseguimos as notícias iniciadas no nº 31 em que anunciávamos o seu chamamento pelo Pai.
SÍNTESE (Jan.Março)
Evoca os dados biográficos do P. Filipe. “Nomeado Cónego da Sé de Évora em 1989, o padre Filipe de Figueiredo será lembrado pela sua inesgotável dedicação à Igreja e às muitas iniciativas pastorais em que sempre esteve envolvido.” O artigo termina: “Bem hajas, Cónego Filipe! Com o cigano S. Zeferino, ajuda a que os povos se entendam, como dizes no editorial de A CARAVANA, o último que escreveste: “Temos de ser compreensivos… e contribuir para o bem de todos”.
ESPIRAL (Boletim da Associação FRATERNITAS Movimento) (Out 03-Mar 04)
Este nº é parcialmente dedicado à memória do P. Filipe. Apresenta diversas citações da CARAVANA nº 31, o artigo do Dr. Manuel Ferreira da Silva ‘Que vivas, Padre Filipe!’ na íntegra e outras referências que a seguir se respigam.
Prestamos “uma justa homenagem ao Homem de Deus que visionariamente, entre nós, também se lançou na “recuperação” dos qualificados mas ostracizados baptizados que, tendo recebido da Igreja, Mãe e Mestra, o Sacramento da Ordem … aí estavam … na praça e sem contrato (Mt 20,3), alheios uns dos outros, que não do mundo nem da Igreja a quem amam. Não teremos nem a última, nem a melhor palavra, pois esta, certamente, já lha deu o Senhor a Quem ele, como bom servidor (Lc 17,10) devotada e denodadamente serviu: “Entra no gozo do teu senhor” (Mt 25,21). Alberto Osório (Nota do Responsável)
Nas páginas centrais é apresentado um detalhado esboço biográfico do P. Filipe e o Voto de Pesar aprovado por unanimidade pela Assembleia Municipal de Évora e em que se diz que o P. Filipe nunca tinha “considerado acabadas todas as superiores exigências do seu ministério em prol do “Homem”. … Fez sempre suas as justas e mais nobres causas, e o exemplo que foi a sua vida, deverá guiar-nos a todos.”
São ainda reproduzidas as palavras de José Alves Carneiro na Comemoração das Bodas de Ouro Sacerdotais do P. Filipe, durante o 6º Encontro do FRATERNITAS em 30 de Julho de 1999, em Fátima, no final da Eucaristia de encerramento, presidida pelo Sr. D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo de Leiria-Fátima:
“Como diria o Pe. António Vieira, o Sr. Cónego “é homem de mais passos do que paço”. … Ao lado dos passos deste nosso irmão sem paço, há pegadas de ciganos, de presos, de pobres, de padres que casaram, de todos os irmãos da mulher adúltera, que as pedras farisaicas ameaçavam de morte e condenaram à marginalização e ao ostracismo.”
P. Frei Luiz Tadeu (Brasil – 5 Mar)
“Hoje recebi o jornalzinho ‘A Caravana’ e fiquei muito triste por saber da morte de nosso querido Pe. Filipe. Conheci o Pe. Filipe pela primeira vez em Roma, por ocasião do IV Congresso internacional de Pastoral para os Ciganos em 1995… O seu amor pela ‘causa cigana’ já lhe deu a plena posse da visão beatífica na eternidade! Daqui do Brasil, rezarei missas em sua intenção! A todos da Pastoral dos Ciganos de Portugal como também a todos os meus Irmãos de Raça o meu profundo pesar!… O Rashay Rom: Pe. Frei Tadeu”
Arauto do Evangelho (21 Jan)
(Boletim nº 16 da Causa de Canonização do Servo de Deus D. Manuel Mendes da Conceição Santos – Supl. A DEFESA nº 4150)
Os santos não morrem
Foi este o título da homilia proferida pelo Cón. Filipe de Figueiredo na concelebração Eucarística que assinalou os 25 anos da morte de D. Manuel Mendes da Conceição Santos, Arcebispo de Évora, em 13 de Dezembro de 1980. “Passados quase 23 anos, mais precisamente no dia 28 de Novembro de 2003, vimos partir para o Pai, o Autor deste texto.”
“Em homenagem a este grande admirador do ‘santo’ Arcebispo, transcrevemos algumas passagens desta homilia.”
“O santo não morre e não passa! À medida que o tempo avança, mais corre a fama da sua santidade, mais notórias se tornam as suas virtudes, mais irradiante é o fulgor da sua personalidade inconfundível, mais Cristo o eleva aos olhos dos homens, até que, pela acção do Espírito Santo, a Igreja o canoniza, o coloca nos altares, o aponta como um modelo, mestre e guia das nossas vidas”.
Segue-se uma breve resenha biográfica da vida de D. Manuel Mendes da Conceição Santos e a menção de toda a colaboração que o P. Filipe foi chamado a dar a D. Manuel, ao longo de treze anos.
“Mas mais que tudo, devo-lhe o exemplo vivo duma fé ardente, duma constância intrépida, duma serenidade inalterável, dum amor a Jesus sem limites, e duma devoção a Nossa Senhora inexcedível”.