Tentativas de assalto no bairro continuam a ocorrer, denuncia Pastoral dos Ciganos
Ciganos “estão aterrados”
Tentativas de assalto no bairro continuam a ocorrer, denuncia Pastoral dos Ciganos
Francisco Monteiro (FM), Director Executivo da ONPC, declara que até gostaria de acreditar nas garantias da Câmara de Loures e do Governo Civil de Lisboa de que as condições de segurança na Quinta da Fonte estão asseguradas. Mas os relatos que ontem lhe chegavam do bairro continuavam a não ser encorajadores. E refere que “ontem à noite, um morador cigano que voltou a casa teve que sair sob escolta policial depois de ter sido acossado pelo mesmo gangue. Hoje, as tentativas de assalto continuam a ocorrer no bairro. FM acusa as autoridades de “preconceito e desrespeito” para com os ciganos. Vêem-se as pessoas a tirar os móveis à luz do dia. E há uma pergunta que se impõe: “Onde está a polícia?” FM denuncia que “o terror existe há muito” naquele bairro, frisando que essa é a razão da recusa dos ciganos em regressar às suas casas. “Estão aterrados.” Para sair da crise FM afirma que primeiro é preciso garantir de facto as condições de segurança, só depois providenciar o regresso, e finalmente, deitar mãos ao fundamental, ou seja, “uma mediação e gestão eficazes” por via de uma comissão de acompanhamento, onde tenham assento representantes das diferentes etnias. Esta comissão deve ajudar a identificar os “pequenos grupos” que provocam conflitos, bem como a dirimir tensões e a pacificar sentimentos de risco, como o da “repulsa étnica”.
“Que a convivência prevaleça sobre rupturas, que os preconceitos de poder e predomínio dêem lugar à aceitação das diferenças” foi o apelo feito em comunicado pela ONPC.