Portugal é aconselhado a rever inserção de ciganos
Público (20 Mar)
Portugal é aconselhado a rever inserção de ciganos
Portugal, República Checa e França são aconselhados a “promover acções de formação na área da antidiscriminação para trabalhadores dos serviços sociais “, nomeadamente para combater a “desconfiança geral em relação aos ciganos que existe da parte dos trabalhadores dos serviços sociais”.
A conclusão é referida pelo Centro Europeu para a Defesa dos Ciganos (CEDC) e pela Númena no estudo “Os serviços sociais ao serviço da inclusão”, que teve como objectivo saber em que medida os ciganos dos três países referidos, têm acesso aos serviços sociais e qual o impacto que têm tido os Planos Nacionais de Acção para a Inclusão (PNAI) no acesso à saúde, habitação e assistência social, entre outras áreas. As conclusões apresentadas em 19 de Março, em Lisboa, referem que mais de dois terços dos 77 ciganos portugueses entrevistados recebem o Rendimento Social de Inserção (RSI). Dois quintos não tinham nenhum trabalho remunerado e vários vivem em casa precárias. O relatório recomenda ao Governo que corrija “sem demora” as políticas de habitação e reveja os programas de integração social associados ao RSI.
No documento conclui-se que: “os ciganos são vítimas de uma exclusão generalizada dos mercados de trabalho”, são discriminados pelos trabalhadores dos serviços sociais e tem sido limitado o impacto dos PNAI. A questão do emprego e as habilitações são limitações: os centros de emprego não são capazes de “colocar nenhum cigano no mercado de trabalho”, nem de “oferecer programas de formação adequados”. 31% dos ciganos vivem em condições habitacionais precárias.