Ciganos da Quinta da Fonte dizem que não regressam, autoridades reafirmam que não há outra solução
Público (21 Jul)
Ciganos da Quinta da Fonte dizem que não regressam, autoridades reafirmam que não há outra solução
O braço-de-ferro manteve-se depois de uma incursão dos fugitivos no bairro. Na Quinta da Fonte a crispação é evidente
José Fernandes, porta-voz, das 40 famílias da Quinta da Fonte que dormem ao relento à frente da CM Loures, reafirmou a posição de sempre: “o regresso está fora de questão” e acrescenta que, para além das oito habitações vandalizadas que foram recenseadas sexta-feira pela Câmara de Loures, encontraram mais 34 nesta situação. Esta versão é contrariada pelo representante do Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural, que tem funcionado como mediador entre a comunidade e o Governo Civil de Lisboa. Luís Pascoal que acompanhou os ciganos na incursão disse ao PÚBLICO: “A maioria das casas das pessoas que estão frente à Câmara de Loures está em condições.” E acrescentou que muitas das habitações que encontraram vandalizadas “estavam já desocupadas há muito tempo”, em resultado de outras situações infelizes vividas no bairro. E garante existirem condições de segurança para o regresso da maioria das famílias ciganas.