Beja terá primeiro parque nómada até ao fim do ano

Público (21 Nov)
Beja terá primeiro parque nómada até ao fim do ano
Realojamento só com ajuda da polícia
As 50 famílias ciganas sedentárias deslocadas de um bairro de lata exigem ficar separadas dos ciganos nómadas para evitar conflitos
A Câmara Municipal de Beja vai realojar até ao fim do ano, 50 famílias ciganas que residem em barracas no Bairro da Esperança, num parque nómada, com cerca de um hectare. A comunidade cigana passará a dispor de habitações designadas evolutivas, semelhantes ao modelo seguido nos parques nómadas espanhóis. Cada casa tem uma sala comum, uma cozinha e um quarto e está preparada para receber novos módulos à medida que a família for crescendo. Além dos espaços de lazer e convívio, estão previstos locais para os animais e estacionamento de viaturas. Este modelo de realojamento é uma tentativa para corresponder às especifidades culturais desta etnia.
Miguel Ramalho, vereador da Câmara Municipal de Beja, referiu que o dia a dia no parque nómada vai estar sujeito “a regras de funcionamento e a um acompanhamento muito rigoroso”. Os moradores terão de estabelecer contratos de água e luz “em nome deles e proceder ao pagamento de uma renda simbólica”. A construção do parque que custou cerca de 80 mil euros. No local onde estavam as barracas será construída uma urbanização com 200 fogos, a construir no âmbito de um Contrato de Desenvolvimento Habitacional. É de salientar que a comunidade do Bairro da Esperança está fortemente marcada pela pobreza, desemprego e toxicodependência.