Ciganos em Faro só se forem bem-comportados, diz presidente da câmara

Público (29 Jul)
Ciganos em Faro só se forem bem-comportados, diz presidente da câmara
Noticia o facto de o Presidente da Câmara ter repetido no dia 28 uma aviso já anteriormente formulado à comunidade cigana: “caso persistam os roubos, terão de abandonar” o acampamento do Guelhim, na freguesia de Estói.
Segundo a autarquia, no concelho de Faro moram 362 pessoas de etnia cigana, 63 das quais estão no Guelhim. Só que os outros moradores da zona dizem não os querer ter como vizinhança, por se sentirem “atemorizados”. Ao presidente da câmara queixaram-se de lhes roubarem laranjas e gasóleo, num documento que reuniu 134 assinaturas. José Vitorino afirmou que ao receber a reclamação, mandou investigar e concluiu que havia motivo para exigir outro comportamento aos elementos de etnia cigana. Como estava perante aquilo que considera serem indícios de crime, em vez de mandar a denúncia para as entidades policiais e judiciais, optou por emitir “um aviso” por escrito na esperança que os desvios fossem corrigidos. “Se não resultar, o caso segue para as autoridades judiciais”. Dos 198 fogos de habitação social que a autarquia tenciona entregar, 54 destinam-se à comunidade cigana. Para já, a comunidade cigana recebeu duas casas de banho públicas onde podem tomar banho com água quente ou fria.
Acompanhado dos vereadores, José Vitorino quis mostrar que, apesar dos “avisos”, está “com a comunidade cigana”. Prometeu-lhes uma vida melhor e recebeu apoio da própria comunidade: “deve correr com aqueles que se portam mal”. Respondendo às acusações de algumas associações anti-racistas declarou não ser “racista, nem xenófobo”.