União Romani lamenta “protagonismos” em Bacelo

Público (3 Jun)
União Romani lamenta “protagonismos” em Bacelo
Acusação visa forças políticas e religiosas. Famílias ciganas já foram alojadas pela Câmara do Porto em três bairros de Campanhã
A União Romani Portuguesa (URP) congratula-se pelo facto de a Câmara Municipal do Porto ter concluído o processo de realojamento das 14 famílias ciganas do Bacelo, mas lamenta que forças políticas e instituições de cariz religioso, tivessem procurado protagonismo à custa da situação daquela comunidade cigana. Vítor Marques (VM), Presidente da URP, declarou ao Público que “Bloco de Esquerda, Plataforma Artigo 65, PCP e Pastoral Cigana procuraram retirar dividendos da situação.” Mas VM crítica particularmente a Plataforma Artigo 65 que considera estar ligada ao BE e que reúne o SOS Racismo e a Solidariedade Imigrante (o art.º 65 da Constituição consagra o direito à habitação), pelo comunicado que emitiu a afirmar que “havia um sentimento de revolta entre os moradores do Bairro do Lagarteiro, perante a eventualidade de ali serem realojadas as famílias ciganas do Bacelo, em casas ocupadas por inquilinos com rendas em atraso.” A Pastoral dos Ciganos é criticada pelo facto “de se ter limitado a um breve contacto com as famílias do Bacelo, com intuitos exclusivamente relacionados com a evangelização”. VM sublinhou ainda ao Público “que discordava da posição da Câmara do Porto de destruir o acampamento primeiro e só tratar de realojar a comunidade depois.”