Padre Jesuíta abre Colégio Cigano

Roma Virtual Network (16 Mar)
Padre Jesuíta abre Colégio Cigano
Em 2011, abrirá um Colégio Jesuíta para Ciganos, onde os alunos poderão aprender não só idiomas, mas tudo o de que necessitam para viverem uma vida digna. A notícia está publicada no site espanhol Religión Digital, de 28 de Fevereiro de 2011,
Os Jesuítas consideram que “a carga mais pesada que os ciganos devem suportar não é a pobreza, mas serem considerados cidadãos de segunda, terceira ou quarta categoria, marcados pela etiqueta de ‘inúteis’”. Por isso, o serviço jesuíta prioritário entre os ciganos é o ensino e a educação. O elemento mais importante deste serviço é tratar de fomentar entre os ciganos a sua auto-estima, revelando a dignidade pessoal do ser humano. Os Ciganos esperam que as paróquias e os padres os aceitem com carinho. Desejam ser considerados com respeito como qualquer outro cristão baptizado. Esperam que a Igreja seja como foi Jesus, a voz dos humilhados, dos feridos na sua dignidade humana”.
József Hofher, sacerdote jesuíta de Budapeste, Hungria, dedicou dez anos da sua vida à pastoral cigana, conta uma história onde mostra aquilo que os ciganos produzem, demonstrando assim como contribuem para a sociedade e a sua igualdade em relação às outras pessoas. Recorda igualmente que o problema dos ciganos não é a pobreza profunda, mas que “a discriminação tem o mesmo impacto sobre cada ser humano como sobre cada cigano”.
Considera ainda que “as longas décadas de políticas educativas e de ordem económica vividas fizeram com que milhares de ciganos não tenham hoje trabalho por falta de preparação”, ou seja, de escolaridade. Declara acreditar que actualmente, os ciganos só se podem afirmar no mundo “se o seu conhecimento for útil para o mercado”.