Traição gay abala comunidade cigana
Sol (16 Jul)
Traição gay abala comunidade cigana
Mulher de etnia cigana denuncia marido homossexual. Caso gerou troca de tiros entre famílias
Maria Serrano Pinheiro (MSP) denunciou perante a televisão, o facto de ter apanhado o marido “aos beijos “ com outro homem e desde aí não voltou ao bairro onde vivia nas Olaias, em Lisboa. O marido de MSP mantinha uma relação com um homem não cigano, razão pela qual o casamento de 4 anos nunca tinha sido consumado.
A tia da jovem de 25 anos afirma que a sobrinha tem sido ameaçada por familiares do ex-marido, que segundo o SOL mantinha uma relação com um homem não cigano. Foram disparados vários tiros no bairro que destruíram vários carros e feriram, sem gravidade, duas pessoas. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária. Hugo Pereira, Presidente da Junta de Freguesia do Beato, sublinha que o clima de violência já tinha existido há três meses, quando uma jovem também de etnia cigana fugiu com um homem de outra etnia, gerando uma batalha entre famílias.
Francisco Monteiro, Director Executivo da ONPC declara que “não conheço o caso, mas penso que não existe posição sobre os homossexuais na comunidade”. E explica que “a gravidade do caso, para a comunidade cigana, está no facto de o marido ter desrespeitado a mulher, de ter quebrado um compromisso com ela e com a família dela” e não por se ter relacionado “com uma pessoa do mesmo sexo”. De acordo com as regras desta comunidade, acrescenta ainda, a não consumação do casamento equivale a “um segundo crime”. FM refere ainda que “compreende-se que numa relação não haja filhos por esterilidade, mas não quando o marido não pretende consumar o casamento. Isso é grave”.