França em vermelho vivo


Union Romani (19 Ago)
França em vermelho vivo
Enquanto Sarkozy (SK) deporta ciganos, altas personalidades do seu partido criticam-no abertamente e assumem a nossa defesa. Entretanto, finalmente!, os ciganos franceses mobilizam-se e começam a cortar pacificamente estradas e auto-estradas.
Assinado por Juan de Dios Ramírez-Heredia, Presidente da União Romani (UR), o comunicado da UR recorda que a França foi o país onde foram proclamados os Direitos Universais do Homem, tais como a liberdade, a igualdade e a fraternidade, e como tal não podia permanecer em silêncio “perante a política errática e racista do presidente SK”. O deputado do Partido do Governo francês Jean-Pierre Grand comparou o que está acontecer com o sucedido durante o nazismo, e pergunta se se pode ser deputado e deixar que ocorram intervenções das forças de segurança, como sucedeu de madrugada, separando as famílias, homens para um lado, mulheres e crianças para outro, como acontecia nos campos de extermínio da II Guerra Mundial. Outros deputados declararam que o desmantelamento dos acampamentos ciganos não irá resolver os problemas de segurança do país. A UR considera que SK está a utilizar os ciganos com fins puramente propagandísticos. Outro político declarou ao jornal Le Parisien que estas medidas só colocam as pessoas umas contra as outras porque a estigmatização de uma comunidade ou de outra exacerba à violência. Presidentes de Câmaras, tanto de esquerda como de direita, ofereceram terrenos para que os expulsados se possam instalar. Finalmente, os diversos grupos de ciganos franceses estão a organizar-se para coordenarem as acções de protesto. Alguns dos ciganos expulsos estavam há mais de 15 anos em França.
No dia 4 de Setembro irá haver na Praça da República, em Paris, uma manifestação convocada por mais de 30 organizações, entre as quais os principais partidos e as organizações sociais e sindicais do país.