Union Romani – internet (26 jul) – DISCRIMINAÇÃO

No dia 2 de agosto manifestar-nos-emos na sede do parlamento italiano em Roma

No dia 2 de agosto, da parte da tarde, os ciganos irão manifestar-se em Roma, junto à Câmara dos Deputados da República Italiana. Irão aí recordar as 2.897 mulheres, homens e crianças ciganas que morreram na noite de 2 de agosto de 1944 no Zigeunerlager de Auschwitz-Birkenau, bem como, o mais de meio milhão de ciganos, que morreram em campos de extermínio na Europa.

 

Juan de Dios Ramirez-Heredia (JDRH), Presidente da Unión Romani, refere que comemorar esta data, “significa lembrar, aprender e agir numa nova situação de dificuldade. Somos filhos e netos daqueles mártires e aprendemos na primeira pessoa que o racismo não traz um futuro melhor, mas que apenas contribui para a repetição de uma história atroz e devastadora para todos.”

 

“As associações ciganas de Itália levantam a sua voz para denunciar que na Europa, nos últimos tempos, as nossas comunidades na Ucrânia, Hungria, Eslováquia e Roménia vivem com preocupação e medo e temem os movimentos racistas e neonazis que os atacam, queimam as suas casas e até os matam, como aconteceu na Hungria e na Ucrânia”, afirma JDRH.

JDRH recorda ainda a triste história de Cirasela, uma menina cigana de apenas 15 meses, que recebeu um tiro nas costas, no dia 17 de julho, por volta das 18h00m, em Roma. Um grupo de ciganos voltava do pátio de jogos da Via Togliatti quando um tiro de pistola de ar comprimido explodiu contra eles. O impacto atingiu as costas de Cirasela, que agora está no hospital, correndo o risco de ficar paralisada.

Os ciganos italianos têm razão quando afirmam que não será por censura ou desmantelamento dos campos que os problemas ficarão resolvidos. Por isso, a Unión Romani convida todos os cidadãos, artistas, inteletuais, forças políticas e sociais a mostrarem um sinal de solidariedade numa batalha que não é apenas dos ciganos, mas de todos.