V Congresso Mundial da Pastoral dos Ciganos, em Budapeste na imprensa
Voz da Verdade (28 Set)
Os nossos irmãos(?) ciganos
Pacheco de Andrade denuncia o facto de na Europa “prevalecer ainda uma mentalidade nazi sobre os ciganos”. Considera que se fala pouco desta etnia e que ainda hoje “são considerados uma humanidade à parte, marginal e marginalizada”. Segundo dados estatísticos recentes, a média de vida dos ciganos, nos países onde vivem, é de menos dez anos que a dos outros cidadãos; na Eslováquia, as mulheres ciganas duram menos dezassete anos e há países onde os ciganos não têm direito a assistência médica. Um inquérito realizado em Londres revelou que dez por cento dos médicos daquela cidade recusa doentes de etnia cigana.
Mas, acrescenta, “que nem tudo se enquadra neste egoísmo lôbrego que desmente uma sociedade que diz respeitar os direitos humanos”. Recorda o V Congresso Mundial de Pastoral dos Ciganos, que teve lugar em Budapeste, onde houve um apelo “a que sejam denunciadas as injustiças que ambientam uma etnia que tem valores culturais próprios e não merece que, por isso, a isolem e humilhem”. Na mensagem que enviou ao Congresso, o Papa exorta a que se rejeite “toda a tentação egoísta de desconfiança ou indiferença”. A este propósito, Pacheco de Andrade afirma que “mais do que desconfiança e indiferença, o que mancha neste momento a sociedade europeia e moralmente a condena é o campo de concentração em que encerra uma raça a quem não reconhece a dignidade de seres humanos”.
Pliego – Vida Nueva (20 Set)
Documento Final do V Congresso Mundial da Pastoral dos Ciganos
Apresenta o documento final do Congresso e uma breve resenha histórica do povo cigano, bem como alguns dados sobre a sua fé: estima-se que, em Espanha, 40% dos ciganos são católicos e 60% evangélicos. É ainda apresentada a distribuição demográfica dos ciganos na UE. Portugal encontra-se em 4º lugar na actual UE, sendo os ciganos 0,46% da população total. A Espanha ocupa o 1º lugar com 1,85%.

Pontes (Jul/Ago/Set)
Pastoral dos Ciganos
Noticia o V Congresso Mundial da Pastoral dos Ciganos destacando o facto de pela primeira vez, num evento desta natureza, os próprios ciganos presentes terem constituído um grupo de estudo.
Lumen (Jul/Ago)
Igreja no mundo:
Congresso Mundial da Pastoral dos Ciganos
Reproduz a notícia publicada no Boletim da Agência ECCLESIA, em 8 de Julho, e na CARAVANA n.º 29.
Jornal de S. Brás (Jul/Ago)
“Os Ciganos e Eu”, de Cristina Garcia
Publica o Editorial da CARAVANA 29.
Correio do Vouga (30 Jul)
CIGANOS – os indesejados! – Daniel Rodrigues
O autor relata a sua participação no Congresso em Budapeste, onde esteve na fronteira com a Roménia e com a Ucrânia, numa zona onde dos seis mil habitantes mais de oitenta por cento são ciganos, e onde estes vivem fraternalmente com outras etnias. Verificou que todos, ao pé de uma Igreja de rito Greco-Católico, “davam as mãos numa sã fraternidade: gente a viver em acampamentos para que o pão, a educação não falte e a evangelização seja de obras e não apenas de palavras.
O autor questiona-se porque é que em Portugal “ainda se continua a olhar os ciganos de soslaio, a ameaçar as crianças para comerem a sopa senão…” Manifesta ainda a sua revolta perante a atitude tomada pela autarquia de Faro.
Soberania do Povo (Águeda)(18 Jul)
Nova Primavera para os Ciganos – Daniel Rodrigues
Chegou a hora de serem tratados como pessoas.
Reproduz a notícia do Correio do Vouga, do dia 16.
Correio do Vouga (16 Jul)
O cigano é PESSOA em todo o mundo…
Das tendas universais a um maior empenho eclesial-estatal – Daniel Rodrigues
O autor apresenta a delegação portuguesa no Congresso e fala sobre a importância deste evento ao qual esteve associado de um modo especial o Papa João Paulo II que enviou uma missiva a todos os participantes do Congresso.
Correio do Vouga (16 Jul)
Na Hungria uma nova Primavera nasce para os Ciganos no Mundo – Daniel Rodrigues
Refere as palavras do Bispo Greco-Católico Szilárd Keresztes, grande promotor deste encontro: “chegou a hora de o cigano, seja ele qual for, ser efectivamente tratado como PESSOA”; e insurge-se contra aqueles que dizem que “os ciganos na Hungria são um empecilho para a adesão à União Europeia”, porque, acrescenta, “outros interesses pode haver, porventura, políticos, que é preciso denunciar, desmascarar, e tornar os ciganos cidadãos de plenos direitos e deveres”. Mons. Keresztes acrescentou: “vamos partir todos em caravanas de missionários, na caravana de uma nova Europa cristianizada, evangelizadora, mais humana, de uma Europa de portas escancaradas. Os muros foram derrubados, mas resta-nos agora derrubar os muros de carência de solidariedade que cada um de nós ainda terá dentro de si, do seu coração”.
A Voz do Domingo (Leiria)(13 Jul)
V Congresso Mundial em Budapeste – Pe. Albino Luz Carreira
Noticia a realização do Congresso Mundial da Pastoral para os Ciganos. A notícia dá relevo ao trabalho de grupos dos congressistas que concluíram haver consenso sobre os seguintes pontos, entre outros: (i) a necessidade de as igrejas locais se dedicarem mais à pastoral cigana; (ii) esta pastoral precisar de coordenação e de integração por parte dos pastores; (iii) “a liturgia tem de ser mais viva, com músicas apropriadas e com mais movimentação”, (iv) realizar mais peregrinações e apontar para a devoção a Nossa Senhora e aos defuntos; e, (v) “fomentar as vocações sacerdotais e preparar leigos para o apostolado laical”.
Soberania do Povo (11 Jul)
Congresso Mundial dos Ciganos – Daniel Rodrigues
O autor apresenta os temas abordados no Congresso e a participação portuguesa no mesmo.
O Primeiro de Janeiro (11 Jul)
Pela dignidade… – Daniel Rodrigues
Em declarações ao O Primeiro de Janeiro, o Arcebispo Agostinho Marchetto, Secretário Pontifício para os Migrantes e Itinerantes, afirmou que “é bom que a Igreja, que somos todos nós, se junte para reflectir estes grandes e graves problemas ligados ao universo gitano”. As conclusões do Congresso “apontam de uma vez por todas, para que esta etnia não seja mais massacrada, marginalizada e tenha o seu estatuto de verdadeira cidadania, acesso à habitação, à escolaridade, à saúde, respeitando-se a sua cultura, os seus valores ancestrais. O Congresso recomendou ainda que a Igreja mantenha o empenho na causa da dignidade cigana, e a solidariedade pelo bem espiritual e pela defesa dos direitos da etnia”. Mons. Szilárd Keresztes, principal organizador do evento, considerou que este congresso foi um milagre: “uma nova Primavera para os ciganos e para a sociedade em geral”.
O Mensageiro (Leiria)(10 Jul)
Congresso Mundial da Pastoral para os Ciganos
“Igreja e Ciganos para uma Espiritualidade de Comunhão” – Pe. Albino Luz Carreira
Noticia a realização do Congresso Mundial da Pastoral para os Ciganos.
Correio do Vouga (9 Jul)
Hungria: Congresso Mundial dos Ciganos – Daniel Rodrigues
Em análise etnias e dois grandes documentos: UE e Carta Pastoral dos Ciganos
O autor fala sobre os dois documentos cuja publicação se prepara: “um que se prende com toda a sociedade mundial, o Documento da União Europeia”, e o outro, uma Carta Pastoral sobre os Ciganos que está a ser trabalhada pela Santa Sé, tendo bem presente a realidade deste povo.
O Congresso gerou “um consenso concreto de se arquitectar uma rede de comunicação social católica internacional, desenvolvendo uma abertura da Igreja à diferença cigana como dado de influência do amor de Deus no coração humano”.
O autor apresenta ainda o testemunho do Padre André Santos, Director Nacional da Pastoral dos Nómadas no Brasil, o qual denuncia os sofrimentos dos ciganos neste país, e refere que “dos ciganos ninguém se lembra, antes servem de trampolim para proteger criminalidades”.
Ecclesia (8 Jul)
Igreja Católica pede estatuto de igualdade para os ciganos
Os responsáveis mundiais pela Pastoral dos Ciganos pedem para as comunidades ciganas um estatuto pessoal “estável”, com documentos idênticos aos dos outros cidadãos. O apelo surge no final do V Congresso Mundial da Pastoral dos Ciganos, que teve lugar de 30 de Junho a 7 de Julho, em Budapeste.
O Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, que se encontra a preparar uma publicação sobre os ciganos, apresentou já a terceira parte do documento onde se fala sobre as “condições de habitação”, apresentando-as como “objectivo prioritário para onde se devem fazer convergir os esforços dos estados”. E salienta a necessidade de se valorizarem os recursos humanos e culturais que representam os 4 milhões de jovens ciganos e adolescentes em idade escolar. Exorta também as igrejas locais a que “denunciem as injustiças de que são vítimas os grupos de ciganos que se encontram nesses territórios e lutem contra a discriminação e o preconceito”.
O Primeiro de Janeiro (6 Jul)
Um mar de problemas – Daniel Rodrigues
Refere o facto de as conclusões do Congresso incorporarem o documento da Pastoral sobre os Ciganos a ser elaborado pela Santa Sé. Aponta como grande decisão do Congresso a criação de uma rede de comunicação social católica internacional que desenvolva a abertura da Igreja à diferença étnica. Na Hungria já existem iniciativas concretas neste sentido, arquitectadas por estruturas dependentes da Conferência Episcopal local.
Correio do Vouga (2 Jul)
Em Budapeste: Congresso Mundial dos Ciganos
Perante um mar de problemas Portugal denuncia discriminação – Daniel Rodrigues
Noticia o V Congresso Mundial da Pastoral para os Ciganos. Portugal participou com uma exposição apresentada pelo director da Obra Nacional e com outras intervenções.
O Cónego Filipe de Figueiredo dividiu a sua apresentação em quatro pontos: Realidade da etnia cigana em Portugal; Teologia do Acolhimento; Os Ciganos na Igreja em Portugal e preocupações sociais e pastorais. Analisou a situação desta etnia que chegou a Portugal no séc. XV, oriunda da Índia. São considerados cidadãos portugueses desde a constituição de 1822 e são hoje em Portugal cerca de 40 000. O cónego Filipe denunciou a grave situação em que vive a maior parte dos ciganos portugueses, “afectados por graves problemas de integração social, económica, cultural e mesmo politicamente, que tendem não só a reproduzir a posição de “excluídos”, como a gerar um duplo efeito “desintegrador”. Evidenciou, também, uma “discriminação social que faz desta comunidade, um grupo estigmatizado, votado a uma certa indiferença social ou até, em caso limite, à intolerância declarada, chegando a extremos que redundam na expulsão das localidades onde se instalam”. A escolarização é uma necessidade social relativamente recente para esta etnia, daí o acentuado índice de abandono escolar. Apesar se ter tornado sedentária na sua esmagadora maioria, as condições de habitação são muito precárias. Fazendo um balanço dos ciganos e da Igreja em Portugal apontou graves lacunas e uma carência de sensibilização, quer por algum clero, quer pela sociedade civil, salientando mesmo que “a Igreja Católica Portuguesa está um pouco ausente de uma evangelização sistemática e generalizada dos ciganos”.
Correio do Vouga (2 Jul)
D. Manuel Martins: Ciganos: “não passem de moda” – Daniel Rodrigues
O autor recorda no artigo as palavras de D. Manuel Martins, Responsável pela Pastoral dos Ciganos, na hora da partida para o Congresso em Budapeste: “Gritai, gritai lá bem alto de que tenho medo que os ciganos passem ao lado, passem de moda. Eles passam de moda e nós esquecemo-nos deles”. Para o Prelado, este Encontro em Budapeste não tem outro sentido senão “alertar este vasto universo de desigualdades, de que os ciganos são Pessoas como nós, sejam eles portugueses ou de outros continentes”. E acrescenta que “um dos caminhos é, sem dúvida, o despertar de líderes no mundo cigano. A comunhão e a fraternidade fazem-se em conjunto, sem lhes querermos impor as nossas clássicas regras”.
O Primeiro de Janeiro (29 Jun)
Os senhores dos campos – Daniel Rodrigues
Noticia o início do Congresso. O Autor pergunta: se os ciganos são pessoas, então porque estão sempre a ser escorraçados? Recorda a recente praga que pairou também sobre os acampamentos de ciganos: a droga. A este propósito é dito que “o nato e criado à volta do negócio de feiras, nos últimos anos, a droga seduziu-os, queimou-os, e as famílias foram destruídas e ajudaram as cadeias a encherem-se. Os traficantes viram nos ‘mensageiros’ presas fáceis para enriquecerem mais o seu espólio, a sua riqueza”. E questiona sobre como é que se pode “dar a volta a este cancro que se generalizou?”
O Primeiro de Janeiro (29 Jun)
Ciganos, ou uma liberdade de comunhão… – Daniel Rodrigues
Repete a noticia do Correio do Vouga, do dia 25 de Junho.
Correio do Vouga (25 Jun)
Ciganos, ou uma liberdade de comunhão?! – Daniel Rodrigues
Noticia a realização do V Congresso Mundial da Pastoral para os Ciganos, e interroga os leitores sobre como está a “nossa Pastoral” dos Ciganos e sobre se os cristãos colaboram na promoção desta etnia, respeitando a sua cultura, ou seja, tratando-os como pessoas.