Agência Ecclesia – internet (5 jun)
Vaticano: Papa lamenta marginalização e hostilidade contra comunidades ciganas
Papa denunciou novas formas de escravidão
Perante o encontro mundial de responsáveis pela ação da Igreja Católica junto das comunidades ciganas, que o Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes da Santa Sé promove hoje e amanhã, com a participação de 26 países, o Papa Francisco lamentou a marginalização e a hostilidade contra as comunidades ciganas, e pediu políticas de integração que as ajudem na “observância dos deveres e na promoção dos direitos de cada um”.
“Vistos por vezes com hostilidade e suspeita, à margem da sociedade, os ciganos são pouco envolvidos nas dinâmicas políticas, económicas e sociais”, frisou ainda o Sumo Pontífice.
O encontro foi subordinado ao tema “A Igreja e os Ciganos: anunciar o Evangelho nas Periferias”. Falando de uma realidade “complexa” que leva à existência de preconceitos, o Papa referiu que “é necessária, hoje mais do que nunca, a elaboração de novas abordagens no âmbito civil, social e cultural, assim como na estratégia pastoral da Igreja, para enfrentar os desafios que emergem de formas modernas de perseguição, opressão e, por vezes, também de escravidão”.
O Papa “apelou a um compromisso comum da Igreja, das instituições e da comunidade internacional para identificar projetos que ajudem a melhorar as condições de vida dos ciganos no que diz respeito ao acesso à saúde, educação” e formação cultural e profissional.
“São as pessoas menos protegidas, de facto, que caem na armadilha da exploração, da mendicidade forçada e de várias formas de abuso. Os ciganos estão entre os mais vulneráveis, sobretudo quando faltam ajudas para a integração e a promoção da pessoa nas várias dimensões da vida civil”, afirmou o Papa que deixou “uma palavra de valorização do contributo da Igreja Católica neste contexto”. Francisco recordou que “o Evangelho é anúncio de alegria para todos, especialmente os fracos e marginalizados”.