Voz da Verdade (1 abr)

Comité Católico Internacional para os Ciganos reuniu em Fátima

Destacado o papel da Igreja no trabalho com os ciganos

A Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural em Portugal destacou o papel da Igreja no “processo de socialização” e na criação de novos caminhos para as comunidades ciganas

Em mensagem enviada ao encontro do CCIT, reunido em Fátima, Rosário Farmhouse pediu reflexão sobre o povo cigano e refere que “numa altura em que o mundo está a ser abalado por conflitos, desigualdades gritantes e incompreensões, este será um momento apaziguador e de reflexão profunda sobre os que nos rodeiam e que merecem a nossa solidariedade e respeito”; manifestou o seu “apreço por esta iniciativa que promove não só a união espiritual, como congrega homens e mulheres vindos de vários locais e com diversas origens, movidos por um objectivo comum”.

Durante o evento, que teve o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, D. Jorge Ortiga, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, afirmou a vontade da Igreja Católica trabalhar para superar “as discriminações e intolerâncias contra a comunidade cigana”, acrescentado que “importa que sejamos capazes de descortinar valores muito concretos numa cultura diferente, que a sociedade deveria harmonizar, através dum trabalho que proporcione convivência sadia sempre alicerçada na justiça e na paz”.