Dar lugar aos ciganos

Voz Portucalense (29 Set)
Dar lugar aos ciganos
Noticia a inauguração da igreja ao ar livre dedicada ao Beato Zeferino, junto ao Santuário de Nossa Senhora do Amor Divino, em Roma e que já era lugar de peregrinação para os romanos, incluindo os ciganos.
“A procissão que antecedeu a celebração da primeira Missa foi um momento cheio de comoção. A recitação do Terço foi entremeada por antiquíssimos cânticos religiosos ciganos dedicados a Nossa Senhora, na sua língua ancestral. Em cada um dos cinco mistérios gloriosos,… foram igualmente evocadas as humilhações que acompanharam a detenção e o martírio do Beato Zeferino.”
Este espaço litúrgico é circular e tem, ao centro, o altar, de pedra, de onde irradiam oito estreitos corredores pavimentados com pedras soltas, desenhando uma rosa dos ventos. O resto é um tapete de relva, bordejado aqui e além de alguma vegetação florida. “A figura do Beato Zeferino aparece evocada numa peça de bronze, da autoria de um artista cigano, Bruno Morelli: o mártir andaluz emerge, a meio corpo, de uma árvore bem enraizada na terra, com o terço numa das mãos erguidas para os céus.” O terço está intimamente ligado ao Beato Zeferino, já que foi por causa de se ter recusado a abandonar este sinal religioso que foi justiciado pelos perseguidores.
No caminho que conduz a esta Igreja encontra-se ainda uma inscrição tosca que recorda os ciganos vítimas do nazismo.