
Na tomada de posse dos novos órgãos, afirmou-se como objetivo da irmandade mostrar a atualidade da vida de Santa Joana.
Os corpos gerentes da Irmandade de Santa Joana Princesa tomaram posse no dia 24 de outubro, na igreja do Museu de Aveiro, numa celebração presidida pelo vigário-geral da Diocese de Aveiro, monsenhor João Gaspar.
Depois do compromisso dos novos dirigentes, o novo provedor elencou os quatro objetivos que a Irmandade quer alcançar nos próximos três anos: “Contribuir para a formação espiritual dos Irmãos, prosseguir no esforço de consolidação das finanças e angariação de fundos para a instituição; dentro da pastoral definida pela Igreja de Aveiro para os próximos três anos pastorais colaborar na medida das naturais realizações que incumbem a uma Irmandade e contribuir para que, na desejada reabertura do processo de canonização, a figura quinhentista de Santa Joana seja trazida aos nossos tempos, com dinâmicas, expressões e reflexões dos mais variados quadrantes”. Nuno Gonçalo da Paula adiantou que já teve ocasião de apresentar à diocese e ao município o plano de atividades da Irmandade, que inclui uma série de conferências, com personalidades de projeção nacional, para trazer para os tempos de hoje a vida e ação da Princesa Joana. “O que nestes três anos de serviço, que coincidem igualmente com o plano pastoral diocesano trienal, nos predispomos muito fundamentalmente é trazer uma figura com mais de cinco séculos para o nosso tempo. Embora a sua vida deva ser enquadrada no tempo e na mentalidade, Santa Joana tem para os nossos dias uma mensagem atual”, explicou.
A tomada de posse foi ocasião para apresentação do P.e Nuno Queirós como assistente da Irmandade e para homenagear algumas personalidades. O sacerdote, pároco de Soza e de Santo António de Vagos, manifestou alegria por poder acompanhar “este conjunto de irmãos” e comprometeu-se a “tudo fazer” para ajudar a Irmandade a alcançar os seus objetivos.
As personalidades homenageadas foram o P.e Adérito (pároco, desde o início, da paróquia de Santa Joana – Aveiro), monsenhor João Gaspar (biógrafo de Santa Joana), P.e João Gonçalves (durante vários anos assistente eclesiástico da Irmandade), Rosa Gamelas (irmã de Santa Jaona há mais tempo), Manuel Bóia (antigo provedor) e D. António Marcelino (falecido em 2013; impulsionador da Irmandade). Para receber a homenagem póstuma a D. António Marcelino esteve presente na sessão a sua irmã Camila.
J.P.F.
Corpos gerentes da Irmandade de Santa Joana Princesa 2015/2018
Assembleia-geral
Presidente: Nuno Gonçalo da Paula
1.º secretário: Rosa Maria Gamelas
2.º secretário: Francisco Gamelas
Direção
Provedor: Nuno Gonçalo da Paula
Secretária: Rosa Maria Gamelas
Tesoureiro: Luís Gonçalves do Padre
Vogal: Isménia Franco
Vogal: Francisco Gamelas
Vogal: José Nogueira
Vogal: Carlos Júlio Costa
Vogal: José Hernâni
Conselho Fiscal
Presidente: David Ferreira Leite
Relator: João Neto
Vogal: António Manuel Marques
Dois milhões de euros para investir dos espaços de Santa Joana
Ribau Esteves afirmou à margem da tomada de posse que a Câmara Municipal de Aveiro tem cerca de 2 milhões de euros para investir na parte histórica do Museu de Aveiro, a começar pela Igreja de Jesus (a parte não histórica sofreu obras há poucos anos, concluídas em 2009). Os fundos provêm do Programa 2020 (1,4 milhões de euros) e da própria Câmara. Neste momento estão a ser feitos estudos técnicos, devendo o concurso para as obras ser lançado logo que possível.
Na tomada de posse, o presidente da Câmara Municipal congratulou-se por o ato se dar passados três meses sobre o início da gestão camarária do Museu de Aveiro e realçou o compromisso de “dar mais valor aos valores que são nossos”. Referiu, a estre propósito, que os espaços do Museu, onde está o túmulo e onde viveu Santa Joana, terão mais relevo nas próximas comemorações do 12 de Maio (dia da morte da Princesa e feriado municipal). O autarca esclareceu ao nosso jornal, no entanto, que não está em causa a transferência da sessão solene dos Paços do Concelho para o Museu. Estão a ser pensadas outras iniciativas para que o Museu seja “mais partilhado por muito mais gente”.
