Colaboração dos Leitores A nossa amiga costuma dizer, por piada, que “ cada tolo com a sua mania” e a dela é coleccionar aniversários e… memórias!
Não resiste a contar-nos o que ia ouvindo à sua mãe e o que ela mesmo ia aprendendo, ao longo dos seus cabelos brancos!
Há dias, o nosso grupo foi visitá-la para a felicitar por mais um aniversário!
Não deixou de nos referir o susto que os seus pais tiveram, quando, a 25 de Janeiro de 1938, viram o “céu em sangue” – aurora boreal – a tal luz desconhecida que a Virgem de Fátima, em 1917, associara ao sinal do começo da guerra, no reinado de Pio XI, caso as pessoas não se convertessem!
E foi a maior hecatombe do séc. XX.
Mas ela preferiu lembrar o dia do seu baptizado – 2 de Feve-reiro – “Apresentação de Jesus no Templo!” Senhora da Luz… Senhora das Candeias… que nos trouxe a Luz do Mundo!
Quem não conhece o ditado tão antigo: “Candeias a rir… Inverno para vir. Candeias a chorar… Inverno a passar”?
Sai sempre certo! É de confiar!
E da linda festa da Padroeira – Senhora da Apresentação – que ainda hoje se celebra com tanto brilho na Igreja da Vera Cruz?
Nesse dia santo, acorriam dos arredores, as mulheres devotas de Nossa Senhora! A sua avó e tia-avó vinham do fundo de Aradas, trazidas por um dos filhos no seu carro puxado a cavalos. Chegavam bem cedo para guardar lugar sentado e, ano após ano, numa sucessão de gerações, marcavam a sua presença, num preito de gratidão à Virgem.
E a velinha benzida nesse dia festivo era guardada religiosamente para o caso de escuridão!
Nestes vendavais e terramotos – físicos e espirituais (nunca se viu tanta depressão…) – bem precisamos nós, a geração presente, de nos associar à adoração a Deus e ao louvor à Sua Mãe, Senhora da Luz, Senhora da Apresentação.
Seja ela o nosso celeste pára-raios.
E precisamos, também, de levar para casa as velas benzidas e o coração iluminado que nos orientem nas trevas actuais, em direcção ao Seu Jesus. Precisamos de dizer como João Paulo II: “A ti, ó Mãe, consagro e confio a minha vida – a minha morte… Leva-me, sempre, carinhosamente pela mão”.
M. Teresa Borralho Pereira
Grupo de Nossa Senhora, Aveiro
