Homem talhado nas serranias do Douro-Armamar.
Seduzido por Jesus, agarrou na relha do arado e não olhou para trás – família, terra, herança pessoal…
Missionário do Espírito Santo… Outros voos mais altos, em horizontes infinitos – África, tantos locais de Angola, o último, Benguela!
Muito culto, plurifacetado, professor brilhante (a variedade de disciplinas que regeu no Liceu de Benguela…). Ensinou, sobretudo orientou toda aquela juventude que teve o privilégio de lhe passar pelas mãos – quantos homens de valor, hoje, dignificam Angola, ostentando, no seu carácter, a marca do Padre Teixeira!
E lá estará na Catedral de Benguela, que construiu, o seu Crucificado, de pés bem presos à Cruz, mas de braços libertos, abraçando todo o Mundo.
Mais que espectador, protagonizou mesmo, riscos e dramas, na história de Angola dos nossos dias, em Benguela e nos caminhos que trilhou e serviu! Quando alguém consultar os seus escritos, quantas revelações poderão ajustar essa história recente!
Retornado, ao serviço da diocese de Aveiro, simplesmente, ajudou. Em Vagos, Oiã, Bustos, Barra, Aveiro – Igreja da Misericórdia –, quantos de nós nos deliciámos com o seu poder de comunicação e reaprendemos a ser confirmados!
Oliveirinha (Lar da Misericórdia): a coragem de aceitar a limitação e a dor, compreendendo os outros!
Grupos de Casais de Nossa Senhora.
Grupo da Imaculada: como nos sensibilizou para o valor da Mãe de Deus, ornada de todos os Dons, começando pela sua Divina Imaculada Conceição!
Ao abrir o Livro Branco do Monumento de Nossa Senhora, no Jardim Coração de Maria, no lugar da Forca-Vouga (Aveiro), vemos toda a estrutura de ferro, escondida, que o Padre Teixeira fez questão de oferecer!
E como vela que se apaga de cansada, pudemos testemunhar, comovidos, no passado dia 8, na Igreja da Misericórdia, as manifestações de gratidão, nos toques afectuosos de amigos nas suas mãos ou no seu rosto… E entendemos quantas feridas saradas, quantas alegrias confirmadas e partilhadas e, sobretudo, acolhimento!
Possam os sacerdotes, de todas as idades, assumir a sua dignidade (e responsabilidade) das suas “mãos consagradas”, mãos que brilham onde quer que estejam, até do lado de lá! Não são elas os canais da Misericórdia de Deus, para a humanidade?!
Com a radicalidade desta proposta de Deus, como é possível que os nossos Seminários estejam desertos?
Só pode ser nossa a culpa, Povo de Deus, de não sabermos ser gratos.
Louvado seja Deus, nos seus sacerdotes!
Comissão Local do Grupo da Imaculada
Aveiro
